Trump anuncia medida para dificultar pedidos de asilo de imigrantes

Governo quer que solicitante peça asilo primeiramente no México ou em outro país que atravessar antes de chegar aos EUA

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Foto divulgada pelo governo americano do grupo de 1036 imigrantes apreendidos (Foto US Customs and Border Protection)
Foto divulgada pelo governo americano do grupo de 1036 imigrantes apreendidos (Foto US Customs and Border Protection)

O governo anunciou, nesta segunda-feira (15), medidas para conter a imigração de pessoas vindas principalmente da América Central, que se entregam e solicitam asilo político na fronteira dos EUA com o México.

Segundo o decreto publicado, que entra em vigor na terça-feira (16), solicitantes de asilo que passam por um outro país antes de chegar aos EUA não poderão mais fazer a requisição ao governo americano. Isso quer dizer que os estrangeiros que tentam entrar na nação pela fronteira sul do país precisam ter protocolado um pedido de asilo em um outro país que não os EUA.

O decreto deve ser contestado na Justiça. Pelas regras atuais, qualquer refugiado pode solicitar asilo no país, independentemente de como ele chega nos Estados Unidos.

Por exemplo, um imigrante que saiu do Haiti, passou pela Guatemala e México antes de chegar à fronteira precisará ter pedido proteção em ao menos um desses dois países para poder tentar obter o benefício nos EUA.

No texto da regra, há a justificativa de que houve um aumento dramático do número de imigrantes ilegais encontrados perto da fronteira com o México, e que, na mesma proporção, cresceram os pedidos de proteção de perseguição ou tortura em outros países.

Há dez anos, o órgão dos EUA responsável por analisar pedidos de asilo recebia 5% dos imigrantes que entravam nos EUA, e hoje, essa porcentagem está em cerca de 40%, de acordo com o texto da regra.

“O alto número de pedidos de asilo sem mérito representa um esforço extraordinário no sistema de imigração do país, torpedeia muitos dos propósitos humanitários do asilo, exacerbou a crise de tráfico de pessoas e afeta as negociações diplomáticas dos EUA com outros países”. (Com informações da CNN e G1)