Trump ‘implora’ para que Republicanos derrubem o Obamacare

Senado deve decidir em votação nesta terça-feira se irá começar a debater a reforma da saúde

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Trump afirma que vai apresentar um plano melhor que o Obamacare
Trump afirma que vai apresentar um plano melhor que o Obamacare

DA REDAÇÃO, COM REUTERS – O presidente Donald Trump fez um apelo  a senadores Republicanos para “fazerem a coisa certa” e permitirem o início dos debates sobre um projeto para revogar e substituir o sistema de saúde implementado pelo governo do ex-presidente Barack Obama.

O Senado dos EUA deve decidir em votação na terça-feira (25)  se irá começar a debater a reforma da saúde, embora o líder Republicano na Casa, Mitch McConnell, não tenha especificado sobre qual versão do projeto de lei os senadores irão trabalhar.

“A todos os membros do Senado eu digo isto: o povo americano esperou o suficiente. Houve conversa suficiente, e nenhuma ação. Agora é hora da ação”, disse Trump nesta segunda-feira na Casa Branca.

De pé em um palanque ao lado de famílias que disse terem sido prejudicadas pelo chamado Obamacare, um dos marcos do governo Obama, Trump disse: “Qualquer senador que votar contra começar os debates está dizendo à América que vocês estão bem com o pesadelo Obamacare”. “Ainda há tempo para fazer a coisa certa”, acrescentou.

Pressão política

Caso o Senado aprove o início dos debates sobre o projeto de lei de assistência médica, McConnell irá determinar quais propostas possuem maior apoio republicano e avançar para uma votação, disseram republicanos.

Os republicanos têm sofrido intensa pressão política para cumprir as longas promessas de campanha de acabar com a lei de saúde de 2010, que veem como uma intromissão do governo no mercado de assistência médica.

Mas o partido está profundamente dividido entre moderados, preocupados que o projeto de lei do Senado irá acabar com planos de saúde para milhões de norte-americanos de baixa renda, e conservadores, que querem ver cortes ainda mais profundos no Obamacare.

Os Republicanos têm uma maioria de 52 a 48 assentos sobre os Democratas no Senado, que possui 100 membros. Com democratas unidos em oposição à reforma, McConnell pode perder somente dois votos Republicanos.