O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou uma mudança na política federal de vacinação infantil ao assinar uma ordem executiva que determina a revisão do calendário nacional de imunização. A iniciativa reduz o número de vacinas recomendadas de forma rotineira para crianças e prevê que parte delas passe a ser indicada apenas em situações específicas.
Na prática, imunizantes como os destinados à gripe, Covid-19, hepatites A e B, rotavírus e algumas formas de meningite deixam de integrar a recomendação universal e poderão ser aplicados conforme avaliação médica ou em grupos considerados mais vulneráveis.
A decisão também orienta as autoridades de saúde a estudar a substituição de algumas vacinas combinadas por aplicações separadas, proposta que tem sido alvo de questionamentos por parte da comunidade científica.
Segundo o governo americano, a medida busca ampliar a participação dos pais nas decisões sobre a vacinação dos filhos e tornar o calendário dos Estados Unidos mais semelhante ao de outros países desenvolvidos. Já associações médicas afirmam que a redução das recomendações pode diminuir a cobertura vacinal e favorecer o reaparecimento de doenças preveníveis.
A ordem não impede que essas vacinas continuem disponíveis nem altera automaticamente as exigências para matrícula escolar, já que as regras são definidas individualmente por cada estado americano.
