USCIS processa a retirada de mais de 2 mil cidadanias obtidas irregularmente

O problema das naturalizações suspeitas foi constatado em 2016, quando o Registro de Impressões Digitais Históricas (HFE-) recomendou que o USCIS atualizasse os dados biométricos de 148 mil cidadãos.

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Em maio de 2019, o USCIS já havia anunciado mudanças nas questões cívicas do teste (foto:Reuters - Mike Blake)
Governo incentiva que residentes se tornem cidadãos (foto:Reuters - Mike Blake)

As autoridades de imigração ordenaram o início de um processo para reverter a naturalização obtida ilegalmente por cerca de dois mil imigrantes. A informação está em um memorando assinado pelo US Citizenship and Immigration Enforcement (USCIS), em conjunto com o Department of Homeland and Security (DHS).

O documento destaca que o problema de naturalizações suspeitas foi constatado em 2016, quando o Registro de Impressões Digitais Históricas (HFE-) recomendou que o USCIS  concluísse o upload no IDENT dos dados biométricos de 148 mil estrangeiros que estavam arquivados.

O memorando explica que o USCIS analisou impressões digitais e determinou que aproximadamente dois mil casos de naturalização foram obtidos de forma irregular. A grande maioria desses casos 1,6 mil  envolveu pessoas que ocultaram informações, usaram identidade falsa e mentiram durante o processo, diz o relatório.

Em um outro documento publicado do dia 8 de setembro de 2016 o Inspetor Geral do DHS alertou que o USCIS concedeu cidadania americana a pelo menos 858 pessoas que já tinham uma ordem de deportação ou foram deportadas com outra identidade.

Em 19 de setembro de 2017, o então procurador-geral Jeff Sessions desencadeou a operação “Janus”que colocou cerca de 315 mil cidadãos sob suspeita de naturalização falsa. 

O memorando atual explica que, nos casos em que se conclui que o indivíduo obteve a cidadania ilegalmente, a informação é enviada para a Unidade de Operações (FOD) de Los Angeles, escritório criado para iniciar processos de desnaturalização. Essa entidade, então, apresenta os casos ao Departamento de Justiça (DOJ).