Youtuber brasileiro é acusado de racismo

A polêmica começou quando o influenciador escreveu na rede, em referência ao jogo entre França e Argentina do último sábado (30), da Copa do Mundo

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Julio Cocielo foi acusado de racismo
Julio Cocielo foi acusado de racismo

Um post considerado racista envolvendo o craque francês Kylian  Mbappé, que é negro, levou grandes marcas a encerrarem contratos de patrocínio com o Youtuber brasileiro Júlio Cocielo. Cocielo possui 7,4 milhões de seguidores no Twitter, 11,2 milhões no Instagram e o Canal Canalha, mantido por ele no YouTube, 16,2 milhões.

A polêmica começou quando o influenciador escreveu na rede, em referência ao jogo entre França e Argentina do último sábado (30), da Copa do Mundo, do qual o francês foi destaque: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein? [sic]”.

O post irritou internautas, que vasculharam o perfil de Cocielo e encontraram outras postagens ofensivas de anos anteriores. Em mensagens de 2013, por exemplo, ele disse que só seria possível deixar de fazer piadas de negros caso eles fossem exterminados. No mesmo ano, falou que não faria vídeo sobre o Dia da Consciência Negra porque na cela não havia wi-fi.

A marca de material esportivo Adidas, o banco Itaú e a varejista virtual Submarino confirmaram à Folha de S. Paulo ter deixado de patrocinar Cocielo. “A Adidas é uma marca que repudia todo e qualquer tipo de discriminação. Portanto, decidimos suspender a parceria com o youtuber Júlio Cocielo”, disse a companhia em nota.

A companhia informou que fazia ações ligadas a futebol em parceria com o influenciador. A varejista Submarino também disse repudiar veementemente qualquer manifestação racista.

A marca afirma que contratou uma agência de publicidade para realização de campanha pontual com influenciadores, dentre eles Cocielo, e a campanha já foi retirada do ar.