O Senado dos Estados Unidos confirmou o republicano Markwayne Mullin como novo secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), em uma votação de 54 votos a favor e 45 contra. Indicado pelo presidente Donald Trump, ele assume o cargo em um momento de forte pressão sobre a política migratória.
Mullin substitui Kristi Noem, que deixou o posto após críticas à sua gestão, intensificadas por tiroteios fatais envolvendo agentes federais durante operações de imigração em Minneapolis, no estado de Minnesota. Os casos geraram repercussão nacional e aumentaram a cobrança por mudanças nas ações do DHS.
O novo secretário assume em meio a desafios imediatos, como o impasse no financiamento do departamento, que já afeta a segurança em aeroportos, e a pressão por mudanças nas operações de imigração, incluindo mais transparência e restrições em locais sensíveis.
Aliado próximo de Trump, Mullin é defensor de uma política migratória mais rígida, mas sinalizou possíveis ajustes. Durante sua audiência de confirmação, afirmou: “Posso ter opiniões diferentes, mas como secretário de segurança interna, protegerei a todos.” Ele também disse que pretende dar mais estabilidade à agência e reduzir a exposição negativa do departamento.
Em sua audiência, Mullin destacou que sua liderança será diferente da de Noem. Ele disse que seu estilo consiste em “empoderar as pessoas” e prometeu trazer mais transparência e responsabilidade ao Departamento de Segurança Interna. Um dos pontos centrais de sua abordagem será exigir mandados judiciais para entrada em residências e estabelecimentos comerciais, o que representa uma mudança significativa em relação à postura anterior do DHS e sinaliza mais proteção aos direitos de imigrantes e residentes.
Ex-lutador de MMA e empresário, Mullin tem 48 anos e atuava como senador por Oklahoma desde 2023, após uma década na Câmara. Embora não fosse uma figura central no debate migratório, ganhou espaço pela proximidade com Trump e capacidade de articulação política.
Além da imigração, ele terá que lidar com a gestão da FEMA, alvo de críticas por falhas na resposta a desastres. A expectativa é que sua liderança marque uma nova fase no DHS, com impacto direto sobre comunidades imigrantes, incluindo brasileiros nos Estados Unidos.
Com informações CBS News.
