Um novo levantamento do Deportation Data Project, ligado à University of California, Berkeley, mostra uma mudança relevante no padrão de atuação do ICE (Immigration and Customs Enforcement), com forte alta em prisões de imigrantes sem condenação criminal.
Segundo a análise, essas prisões aumentaram cerca de 770%, enquanto detenções realizadas fora de prisões, como abordagens em comunidades, tribunais de imigração e checagens obrigatórias, cresceram mais de 1.000% no período observado até março de 2026.
O estudo indica que o total de prisões mais que quadruplicou no intervalo analisado, acompanhado por aumento nas deportações de pessoas que já viviam dentro dos EUA e pela ampliação da capacidade de detenção em centros federais.
O Department of Homeland Security (DHS) contesta a leitura do estudo e afirma que cerca de 70% dos detidos têm condenação ou acusação criminal, alegando que a política segue focada em segurança pública. O órgão, no entanto, não detalhou os dados usados para sustentar esse percentual.
Pesquisadores afirmam que os dados sugerem uma mudança de estratégia operacional, com maior presença de agentes em ações diretas no interior do país e menor dependência de detenções derivadas do sistema prisional tradicional.
