A seleção de Mano vai longe?

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Assistir a partida entre Brasil e Alemanha nesta quarta-feira foi um choque de realidade. O torcedor brasileiro, antes acostumado a ver o escrete canarinho dominar o adversário, constatou que a seleção anfitriã controlava o jogo completamente com a posse de bola acima de 75% em determinado período partida.

Isso, é claro, foi reflexo da armação tática de Mano Menezes, que escalou a seleção brasileira para atuar em contra-ataques. Desta forma, colocou três marcadores no meio campo “Ralf, Ramirez e Fernandinho (que joga no Shaktar Donetsk, da Ucrânia)” e liberou Robinho para distribuir o jogo e deixar os atacantes brasileiros em condições de marcar. Porém, como Robinho não tem cacoete de criador de jogadas, Pato e Neymar pouco viram a cor da bola no primeiro tempo, com exceção de uma boa jogada de Pato que terminou com uma péssima conclusão.

O técnico da equipe alemã, Joachim Low, ao ver que o adversário não intimidava, voltou com tudo na segunda etapa e partiu para o ataque. Lúcio cometeu falta sobre Schurrle dentro da área e Schweinsteiger bateu o pênalti com categoria para abrir o placar.

A fragilidade da equipe brasileira ficou evidente e os alemães ampliaram o placar com uma bela jogada de Gotze, uma das revelações do futebol germânico. Tanto que a imprensa alemã destacava o duelo dos novos talentos “Gotze e Neymar -, ambos com 19 anos.

Aliás, Neymar também deixou o dele no final da partida, tornando o placar final menos vergonhoso para o Brasil: 3 a 2. Antes, Robinho voltou a marcar pela seleção, depois de um ano sem anotar, ao bater o pênalti com categoria. E o terceiro gol alemão saiu por causa de uma pixotada de André Santos que tentou driblar Schweinsteiger na área, perdeu a bola e o meia apenas rolou para a bela conclusão de Schurrle.

Esse novo revés tem causado inquietação até mesmo nos patrocinadores da seleção brasileira. Eles se queixam que a CBF cobra valores de patrocínio equivalentes ao da melhor seleção de futebol do mundo, mas o Brasil é apenas quarto no ranking e vem mostrando um futebol que não encanta nem a imprensa nem a torcida.

Por isso, a situação de Mano Menezes vai ficando cada vez mais desconfortável e, caso não vença uma grande seleção mundial, ele pode dar lugar para outro. E os nomes mais cotados são os de Muricy, Felipão e Vanderlei Luxemburgo.