Acusado de atentado frustrado treinou em base terrorista no Oriente Médio

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Paquistanês admitiu participação no incidente em esquina de New York

As autoridades americanas descobriram que Faisal Shahzad, um cidadão paquistanês naturalizado norte-americano, acusado de ter deixado o carro-bomba numa esquina de Times Square, em New York, no atentado frustrado do último dia 1º de maio, passou por uma série de treinamentos num campo terrorista no Oriente Médio. Ele confessou a participação no incidente logo após ser detido no embarque para Dubai, nos Emirados Árabes, na noite de 3 de maio, e já foi acusado formalmente.

De acordo com as investigações, é bem provável que Shahzad não agiu sozinho. Por isso, autoridades paquistanesas prenderam pelo menos oito pessoas, suspeitas de ligação com o caso. Numa recente viagem ao seu país de origem, o acusado esteve em Karachi e visitou a cidade de Peshawar. Para o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, não há dúvidas de que trata-se de um ato terrorista. “Está claro que a intenção por trás desta ação era matar americanos, numa cidade que ainda traz as marcas profundas da barbárie de 2001”, afirmou Holder

O carro-bomba, que tinha capacidade de matar várias pessoas numa das regiões mais movimentadas da cidade, estava cheio de dispositivos de fogos de artifício, tanques de propano, gasolina, fertilizante e dois relógios. O material foi desativado no próprio sábado, depois que um vendedor ambulante desconfiou do veículo e alertou as autoridades.
O paquistanês foi detido depois que policiais descobriram que foi ele quem comprou o Nissan Pathfinder verde em Bridgeport, Connecticut, por menos de dois mil dólares, em dinheiro vivo. Ainda não estão esclarecidas as razões da falha do detonador, mas especialistas acreditam que o dispositivo foi preparado por alguém com pouca experiência. “Nós sabemos que o objetivo da tentativa de ataque como a do último fim de semana é forçar os americanos a viver com medo. Como americanos e como uma nação, não vamos ser aterrorizados. Nós não vamos nos acovardar. Nós não seremos intimidados”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.