Age Garcia

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1978

Pianista Age Garcia conquista espaço nos EUA com estilo próprio

Antonio Tozzi

O pianista que tem jazz nas veias

O jazz, como todos sabem, é o ritmo musical que mais permite improvisações. Portanto, cada artista cria seu próprio estilo. Este é o caso do brasiliense Age Garcia, que se inspirou em craques da música como Egberto Gismonti e Bill Evans. Este estilo personalizado garantiu ao brasileiro, de 40 anos, conquistar seu espaço no cenário internacional como instrumentista, compositor e diretor musical.

Age Garcia começou seus estudos piano clássico aos 17 anos de idade. A partir daí, ele fez diversos cursos e workshops. Paralelamente a isto, sua carreira floresceu. Ele fez uma série de shows instrumentais e eletrônicos por todo o Brasil, além de ter sido convidado para abrir o show do americano Roben Ford, quando tocou com o artista argentino de blues Valentin Cora.

Seu compromisso profissional com a música o transformou em Diretor Musical do espetáculo Café Concerto, apresentado no Teatro Nacional de Brasília. Foi ainda responsável pelas produções musicais das peças Marragone, O Cara e Salomé.

Professor de piano e teclados na Escola de Música ArteMed, em Brasília, Age entrou fundo no mundo do show business como compositor de produções musicais e trilhas sonoras para filmes de curta-metragem.

Carreira internacional

Age lançou Giral, seu primeiro disco, juntamente com o baterista e percussionista André Togni, seu amigo pessoal. Na época, fez ainda uma turnê nacional e um show multimídia, também batizado de Giral, onde combina sua música com artes visuais (criado pelo artista Humberto Brasil). O espetáculo foi destacado na capa da revista brasileira Mulltimidia em 2000. Giral é considerado o mais importante trabalho de Age Garcia, antes de Alabastro. Ele e André Togni foram os compositores das faixas deste disco instrumental, que foi lançado também no mercado internacional. “As composições musicais de Age são muito criativas e ele é bastante talentoso, com uma musicalidade extraordinária”, declarou o maestro tcheco Bohumil Med.

Claro que seu talento ficou pequeno demais para Brasília e Age partiu em busca de outros horizontes. Durante sua carreira, tocou com vários artistas na Capital Federal, em São Paulo, em Paris e em Miami – onde acabou se radicando, a fim de dar ainda mais impulso à sua carreira internacional.

Discos

Age GarciaEm 2002, ele lançou o álbum Alabastro com o Age Garcia Trio – com Age Garcia (piano), David Wertman (baixo), Aldo Ramon (baixo) e Neal Backman (bateria e percussão). O disco, produzido por Tom Harney para o selo Golden Dome Records, foi lançado inicialmente na Europa. Algumas músicas de destaque do disco são Little Bells For Jane, Nardo Purdo, Alabastro, Creating Wings, So Far, Piano De Barro e Alegre.

Neste ano de 2007, o Age Garcia Trio vem com dois novos trabalhos: It’s All for Him, com canções como Zao, Impressions, Vidas e It’s All for Him, e Boa Nova, com destauqe para as faixas Puzzle, Many Miles, Keep Going e Teo.

Para quem não conhece o trabalho de Age Garcia, vale a pena ficar atento. Além de poder adquirir um de seus discos, o jeito é acompanhar a agenda de shows no sul da Flórida para ver onde ele está se apresentando. Recentemente, ele tocou no Gauchos Rodizio Piano Bar e em outros restaurantes brasileiros.

Age Garcia é mais um talento brasileiro que pode ser apreciado nas noites floridianas. Quem sabe você não concorde com o crítico musical Shaun Dale, da revista Jazz Review, que escreveu em seu artigo: “Alabastro parece um exercício de prazer na interpretação do jazz básico mesclado com a sutileza de new age”. Em outro trecho, ele saúda a vinda de Age para os EUA e diz que está ansioso para ouvir os novos trabalhos do Age Garcia Trio.