Agência de classificação de risco baixa nota da dívida do Brasil

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A agência de classificação financeira Moody’s rebaixou na noite de quarta-feira (2) a perspectiva da nota da dívida do Brasil, atualmente em “Baa2”, de “positiva” para “estável”.

A agência justifica a decisão em um comunicado que cita a “deterioração” do nível de endividamento e das contas públicas, a queda dos investimentos públicos e a “evidência” de que a economia caminha para um “longo período de baixo crescimento”.

A Moody’s baseia a revisão em uma previsão de crescimento pouco acima de 2% do PIB em 2013 e 2014, enquanto a dívida pública ficará próxima de 60% do PIB, muito acima dos 45% registrados na média pelos países com nota “Baa”.

“Um crescimento baixo pode refletir não apenas considerações cíclicas, mas, sim, a presença de problemas estruturais como a frágil produtividade e crescentes custos trabalhistas que afetam a competitividade internacional”, destaca a agência.

A Moody’s também aponta a redução da confiança dos investidores estrangeiros na economia brasileira.

Apesar dos sinais de que a economia brasileira pode iniciar uma recuperação, a Moody’s considera que é “pouco provável que seja suficientemente forte para restaurar uma tendência positiva nas condições de crédito do Brasil, algo necessário para merecer uma perspectiva positiva”.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, não está preocupado com a nota da Moody’s. Segundo ele, a classificação de risco está perfeitamente adequada aos critérios adotados e o Brasil está fazendo a lição de casa.