Aluguéis durante a Copa podem chegar a R$ 100 mil no Brasil

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Expectativa do mercado é que preços subam até 2000% em pontos estratégicos

Da Redação, com CBN – A Copa do Mundo 2014 no Brasil está mexendo com o imaginário dos brasileiros. As especulações sobre se vai dar ou não vai dar certo são muitas, uns querem fugir da confusão outros não veem a hora de começarem os jogos e alguns veem no Mundial a chance de ganhar um dinheiro extra.

No Rio de Janeiro, o mercado de aluguéis para a Copa chega a registrar aumento de 2.000% em comparação ao mesmo período de 2013. O site do AirBNB, programa de divulgação de acomodações pela internet, lista cinco mil anúncios e três mil reservas já fechadas para o período. Os preços são três vezes o valor normal da locação. A ideia dos moradores é sair de casa e oferecer o espaço privilegiado a preços que podem chegar a R$100 mil por um mês.

A advogada carioca Elen Góes é experiente no assunto: alugou o apartamento no Flamengo durante a Rio +20, a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude. Ela já garantiu inquilinos para a Copa. Em 32 dias, vai receber R$ 24 mil.

A empresária Márcia Oliveira vai deixar o apartamento em Copacabana para passar 28 dias morando em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela já conseguiu alugar outra residência neste período para jornalistas estrangeiros, que vão pagar R$ 25 mil.

Em São Paulo, onde acontece a primeira partida da seleção brasileira, moradores colocaram suas casas para alugar por valores que variam de R$ 40 mil a R$ 100 mil.

Débora Salomão, o marido e dois filhos moram em frente ao Itaquerão. Ela quer transformar a casa numa espécie de pousada para estrangeiros que vão assistir ao primeiro jogo do Brasil e outras cinco partidas no estádio. Já há interessados: as equipes jornalísticas que farão a cobertura do evento.

O filho de Débora, Pedro Salomão, ficou famoso por transmitir ao vivo as obras do Itaquerão, com uma câmera no alto da laje, com visão privilegiada das arquibancadas. O sucesso do site despertou o espírito empreendedor de toda a família: “Meu sobrinho fala inglês e dirige, e pode recepcionar os hóspedes. Já minha irmã cozinha muito bem”, conta Débora.