Aluna da FAU confessa ter inventado história sobre estupro

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Caindo em contradições, a estudante admitiu ter tido sexo consensual com suposto estuprador

A estudante da Florida Atlantic University, que dissera ter sido estuprada no dia 26 de fevereiro em seu carro estacionado atrás da biblioteca do campus, se contradisse e admitiu ter mentido à segurança da universidade. “Foi um ato sexual consensual, não um estupro”, comentou William Ferrell, chefe de polícia da FAU.

A moça, de 22 anos, que não teve sua identidade revelada, havia dito inicialmente ter sido forçada por um homem a entrar em seu próprio carro onde foi estuprada. Ela dirigiu até o Broward General Medical Center, em Fort Lauderdale, e depois apresentou queixa à polícia. As autoridades divulgaram um retrato falado do suposto estuprador para ajudar na captura.

No entanto, os investigadores começaram a notar inconsistências em seu relato, comentou Ferrell. Ela indicou diversos locais onde teria ocorrido o estupro e afirmou lembrar-se de detalhes vagos de seu assaltante, a quem descreveu como um homem negro, usando uma camiseta de time de basquete ou futebol americano. Na segunda-feira, ela admitiu que o relacionamento foi consensual.

A polícia não sabe o motivo pelo qual ela inventou a história e nem sabem se o encontro sexual ocorreu dentro da universidade. O que eles sabem é que o retrato falado do suspeito é parecido com o do homem com quem ela teve sexo, confirmou Ferrell.

O chefe de polícia da FAU não apresentará denúncia criminal contra a estudante por falso testemunho: “Acredito que os efeitos psicológicos de ter falado para os pais – e eles terem acreditado nela e a apoiado – já são castigos suficientes para ela”, disse Ferrell.. Ele aproveitou também para afirmar que a FAU “foi e continuará sendo uma universidade bastante segura”.

Já Stephanie Kunkel, estudante graduada da FAU, que lançou uma campanha em outubro para educar estudantes sobre estupros, drogas e bebedeira e melhoria na iluminação do campus de Boca Raton, admitiu ter ficado decepcionada com a revelação de que tudo não passara de uma mentira da mulher, mas manteve sua posição: “Para muitos estupros divulgados, há muitos mais que não vêm a público. Continuaremos a lutar para assegurar que não ocorrerão mais estupros no futuro”, concluiu.