Ameaça de guerra civil é real

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Apesar da pressão, governo golpista não cede

Insatisfeito com o fracasso das negociações entre o governo golpista de Honduras com os Estados Unidos e a Organização das Nações Unidas, o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, decidiu acabar com o diálogo e partiu para a ação. Ele deixou claro que iniciou o seu retorno à sua terra natal e declarou que “a guerra civil já começou”. Zelaya está disposto a enfrentar as ameaças de prisão do governo interino e planeja uma entrada “apoteótica” na capital, Tegucigalpa. Antes, porém, ele chegará a algum ponto fronteiriço de Honduras, seja com a Guatemala, El Salvador ou Nicarágua.

A situação se arrasta desde junho, quando as Forças Armadas hondurenhas prenderam e deportaram o presidente e ainda mantêm detidos alguns membros do alto escalão do governo. O objetivo declarado do golpe é barrar a consulta proposta por Zelaya no tocante à elaboração de uma nova Constituição, o que permitiria a reeleição. O discurso mais usado pelo novo governo, porém, é a necessidade de barrar o “socialismo”, simbolizada pela aliança com a Venezuela.

As reações internacionais foram todas em apoio do presidente deposto: o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que as disputas internas desse país devem ser resolvidas de forma pacífica.