Árbitro braso-americano se destaca nos EUA

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Marcos Cesar Oliveira Filho é juiz há treze anos e apita jogos da segunda divisão americana

Marcos Cesar de Oliveira Filho com equipe de arbitragem da NASL
Marcos Cesar de Oliveira Filho (terceiro da esquerda para a direita), com equipe de arbitragem da NASL

O sonho era ser jogador de futebol profissional, mas nem sempre isto se torna realidade. Mas há opções e boas. Um exemplo disto é a alternativa descoberta por Marcos Cesar de Oliveira Filho, o Cesinha como é mais conhecido, para se manter no esporte, atividade que ele adora, e ainda ser remunerado por isto. Ele decidiu tornar-se árbitro de futebol.

Interessante notar que ele começou a estudar arbitragem aos 13 anos de idade, quando ainda era um adolescente. Obviamente, começou no nível 8, o mais básico, e depois foi subindo os degraus dentro da hierarquia. Depois de formado neste nível básico, o árbitro pode apitar jogos de ligas infantis, que envolvem crianças de 8 a 19 anos. A partir daí, Cesinha foi seguindo a carreira e hoje enconta-se no nível 4 e é considerado um árbitro nacional, que lhe permite arbitrar jogos da liga da segunda divisão (NASL), amistosos e futebol universitário.

Tudo começou quando ele jogava futebol pelo Portland Predators. Seu técnico falou sobre a possibilidade de fazer um curso de arbitragem. Ele se interessou, pagou a taxa de $30 e iniciou o curso, cujo aperfeiçoamento não para, diga-se de passagem.
Simultaneamente, ele concluiu os estudos básicos e ganhou bolsa de estudos da FIU (Florida Internatinal University), onde fez o curso de Administração Esportiva, além de ter jogado pela equipe da universidade.

Como se vê, seu mundo sempre esteve envolvido com o esporte. E continua sendo, porque, além da arbitragem, Cesinha é professor de Educação Física no condado de Broward. Mas é no campo que ele se realiza: “Adoro ser árbitro. É o lugar no qual fico mais sossegado”.

Carreira em evolução

Para quem começou a fazer o curso de árbitro para faturar uma graninha a mais nos fins de semana, Cesinha admite que o projeto se materializou e hoje a arbitragem se tornou uma carreira profissional. “Hoje sou árbitro Nível 4 e a Federação Nacional dos EUA selecionou os que mais se destacaram, de acordo com suas avaliações, para entrar numa futura promoção e eu estou entre eles”, comentou.

Ao atingir este estágio, Cesinha já é integrante da Federação Norte Americana de Futebol (US Soccer Federation) e também membro do Platinum Program (Programa Nacional para Formação de Árbitros Profissionais), criado pela MLS (Major League Soccer) para formar árbitros de primeira linha para apitar a liga de futebol profissional dos EUA.

Em seus 13 anos como árbitro, o braso-americano nascido em Boston e criado na Flórida já apitou jogos da pré-temporada da MLS, mais de 20 amistosos internacionais e figura na lista de árbitros da MLS, da North American Soccer League (NASL) e da USL PRO. Cesinha considera seu jogo mais importante a arbitragem da semifinal da NASL entre Minnesotta United e San Antonio Scorpions em 2011, quando foi ainda o quarto árbitro da final.

Marcos atua como árbitro em partida da National American Soccer League
Em campo, apitando uma partida da National American Soccer League