Arena do Corinthians pode não entrar na Copa

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DA REDAÇÃO, COM LANCENET – O presidente do Corinthians, Mário Gobbi Filho, disse que o motivo de ter emperrado a liberação do empréstimo do BNDES para a obra da Arena Corinthians é a recusa do Banco do Brasil às garantias oferecidas pela construtora Odebrecht e, portanto, o clube paulista não tem nada a ver com isto.

É a primeira vez que o presidente do clube afirma textualmente que o problema é entre o banco e a construtora. Essa versão é corroborada por funcionários do Banco do Brasil. Na construtora, ao contrário, se diz que a questão é entre o banco e o clube. O BB não estaria aceitando que o Corinthians comandasse a gestão da arena. Gobbi diz que isso “nem entra em questão”.

Sem a liberação do empréstimo de R$ 400 milhões, o clube e a construtora ameaçam paralisar as obras, como já havia dito Andrés Sanchez, responsável por coordenar o projeto. A Odebrecht disse ao clube que, depois de ter colocado R$ 250 milhões, além dos R$ 250 milhões contraídos em dois empréstimos-ponte, não colocará mais dinheiro próprio. Já o Corinthians, que não aceita colocar dinheiro do seu caixa, e arca com os juros a cada empréstimo, ameaça parar tudo e voltar ao projeto original, deixando São Paulo sem estádio para a Copa de 2014 e a Copa sem um palco de abertura.

Corinthians, Odebrecht e Banco do Brasil negociam a liberação do dinheiro desde antes de o BNDES aprovar o empréstimo, em meados do ano passado. Já naquela época, o banco enviou um documento aos dois parceiros deixando claro que o empréstimo seria para o banco, mesmo na forma de um fundo imobiliário, e que quem deveria dar as garantias seria a construtora.

Segundo um diretor do BB, o banco é proibido por lei de emprestar dinheiro para clube e que não pode aceitar garantias dadas pelo clube ou vinculadas ao estádio, como o contrato de naming rights.

O estádio do Corinthians foi anunciado em 2010 como arena convencional, não ligada à Copa, e orçado em R$ 380 milhões para 48 mil pessoas. Com a Copa, o preço foi para R$ 820 milhões, fora as arquibancadas removíveis, que o governo estadual prometeu bancar.