Assassinato de garoto de 11 anos no RS choca o Brasil

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Bernardo Boldrini desapareceu no dia 4 de abril

Bernardo Boldini

DA REDAÇÃO COM G1 – O assassinato do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, chocou o Brasil na última semana. O garoto foi morto com um injeção letal e seu corpo enterrado em um saco plástico. Os suspeitos do crime são o próprio pai do menino, o cirurgião Leandro Boldrini, de 38 anos, e a esposa dele, a enfermeira Graciele Ugulini, de 32 anos e uma amiga do casal, a Edelvania Wirganovicz, de 40 anos. O menino desapareceu no dia 4 de abril após sair para fazer compras com a madrastra na cidade de Frederico Westphalen (RS) e seu corpo foi encontrado no dia 14, enterrado às margens do Rio Mico.

O médico está preso, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, não porque sua participação na morte do filho tenha sido comprovada, mas porque teria ajudado a ocultar a participação de sua mulher no crime. Não há evidências físicas de que o médico tenha ajudado no crime. Contra ela, sim, os policiais consideram que há provas robustas de homicídio qualificado.

Mas os policiais não descartam que Boldrini soubesse da morte do menino e até tenha também planejado o assassinato. A Polícia investiga possível motivação financeira no assassinato, já que os bens da família, uma clinica de endoscopia em Três Passos, interior do Rio Grande do Sul, tinha sido alvo de disputa entre o médico e a ex-esposa, mae de Bernardo.

A mãe do garoto, Odilaine Uglione, teria comedito suicidio em 2010. Agora a família dela quer reabrir o caso afirmando que ela pode ter sido assassinada pelo médico. A disputa do casal envolvia patrimônio (bens móveis e imóveis) e uma pensão, para ela e para o menino, tudo no valor de R$ 1,5 milhão.

Segundo o pai, que foi até uma rádio na cidade anunciar o desaparecimento do filho. Ao voltar das compras com a madrasta, Bernardo Boldrini teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4.

De acordo com a família da mãe, o menino se queixava de abandono familiar. Segundo a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, ele chegou a procurar o Judiciário no início deste ano para falar do assunto.