Assassino é executado na Flórida, apesar de apelos até do Vaticano

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Martin Grossman foi condenado à pena de morte por crime cometido em 1984, na região de Tampa

De nada adiantaram os apelos de amigos e até do Vaticano. Martin Grossman, um homem de 45 anos que passou a maior parte da sua vida na prisão, foi executado esta semana pelo assassinato de uma guarda florestal Margaret Park. O crime ocorreu em dezembro de 1984, em Tarpon Springs, próximo a Tampa.

Grossman tinha 19 anos na época e estava cumprindo pena em liberdade por um assalto, quando recebeu ordem de prisão pelo consumo de drogas e álcool em um parque da região. Com medo de que a ocorrência pudesse levá-lo de volta para atrás das grades, Grossman recusou-se a ser detido e usou a arma da própria policial para atingí-la na cabeça.

Um movimento para evitar a execução de Grossman por injeção letal mobilizou milhares de pessoas, inclusive o Papa Bento XVI, que através do arcebispo Fernando Filoni, do Vaticano, pediu o perdão ao assassino. “Ele é uma nova pessoa agora, um homem de fé”, disse o religioso em um dos quase dez mil e-mails enviados ao governador Charlie Crist, da Flórida. Outro que intercedeu foi o vencedor do Prêmio Nobel da Paz e sobrevivente do holocausto Elie Wiesel.

Um dos argumentos usados pela Anistia Internacional foi a de que o condenado tinha problemas mentais, mas um relatório sobre o seu estado de saúde jamais foi analisado pelo júri. Além disso, os telefones da sede do governo estadual não pararam de tocar nos dias que antecederam a execução, com muita gente tentando convencer as autoridades a transformar a pena de morte em prisão perpétua. Em vão.
Grossman foi o primeiro detento a ser executado este ano na Flórida e o 69º desde que a pena de morte foi reestabelecida no estado, em 1976. A mãe e os irmãos da oficial morta compareceram à execução.