Associações comerciais, industriais e agrícolas do Texas entram na briga pela reforma

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Agricultura no estado precisa de 1.6 milhões de trabalhadores rurais, mas só tem 60 mil

Richie JacksonDA REDAÇÃO COM AP – Comércio, restaurantes, hotéis e fazendas do Texas estão sentindo falta de mão de obra especializada e pedem mudanças na lei imigratória que garanta às empresas os trabalhadores necessários para crescer, disse à imprensa na segunda-feira (31) um grupo de homens de negócios no estado.

Algumas das maiores associações comercias do estado juntaram-se ao Partnership for a New American Economy (parcerias para uma nova economia americana), grupo apartidário que tem pressionado o Congresso para regularizar os trabalhadores que já vivem ilegalmente no país e criar um programa de trabalhadores temporários a fim de preencher vagas abertas futuramente.

“É um assunto emocional, um assunto político, mas acreditamos que se o Congresso agir de uma maneira racional poderemos tirar essa carga emotiva da questão”, disse Richie Jackson, CEO da Texas Restaurant Association. “Já está na hora de deixarmos a retórica de lado e partirmos para o lado concreto do que está sendo proposto.”

Jackson disse que a mão de obra imigrante é necessária para cargos básicos em restaurantes, hotéis, construções e fazendas. A alta demanda tem criado insegurança entre trabalhadores, que estão ansiosos para cruzar a fronteira ilegalmente e obter documentação falsa roubada de outras pessoas.

“O cerne da questão é decidir o que fazer com a mão de obra que já está aqui. Queremos uma legalização que tire essa força de trabalho da sombra onde está,” completou Jackson. Membros do grupo incluem a Texas Association of Retailers, Texas Hotel and Lodging Association e a Texas Citrus Mutual.

As pesquisas têm indicado que a questão imigratória é um dos assuntos mais importantes para os eleitores republicanos, e alguns parlamentares do partido têm praticado a linha dura com a imigração ilegal. O senador Ted Cruz (R-Texas), por exemplo, é contra qualquer iniciativa que proporcione a cidadania para os cerca de 11 milhões de imigrantes vivendo ilegalmente no país.

O grupo apoia o reforço da vigilância na fronteira, mas acha que ela será mais eficiente se vier acompanhada por um programa de trabalhadores temporários, que venha suprir as necessidades atuais e futuras da economia americana. Ray Prewitt, representante das fazendas de verduras e frutas do estado, disse que o programa atual para agricultura tem somente 60,000 pessoas cadastradas, quando os fazendeiros precisam de 1.5 milhões.

“Se tivermos … batidas, não teremos trabalhadores no campo agora,” ele disse. “Um dos nossos recados para o Congresso é: se vocês reforçarem a vigilância vão ter de providenciar alternativas para que haja trabalhadores no futuro.”

Membros do grupo reconehceram durante uma entrevista no Capitólio do Texas que será muito difícil convencer o Congresso a fazer mudanças nas leis de imigração antes das eleições de novembro, mas a coalizão que fazer disso uma prioridade.

“A política não pode atropelar a realidade que acontece em terra firme,” disse Robert Howard, representante da South Texas Property Rights Association. “Achamos que há consenso suficiente entre os dois partidos para que se encontre uma solução para o problema.”