Ativistas advertem indocumentados sobre os perigos ao dirigir neste fim de ano

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Aviso desperta críticas do Sindicato dos Policiais de Los Angeles

Grupos ativistas de defesa de imigrantes indocumentados advertiram a quem estiver irregularmente no país que redobre os cuidados ao dirigir durante as festas de fim de ano,

tanto para garantir a segurança no trânsito quanto para não fornecer argumentos aos que são contrários a uma reforma imigratória.

“Desejamos que todos sejam bastante cuidadosos e que comemorem com segurança as

festas de fim de ano”, disse em uma coletiva de imprensa Adrián Alvarez, diretor da Coalizão pela Imigração do Sul da Califórnia, grupo que prega o direito de dirigir para os indocumentados.

O aviso da coalizão foi muito criticado pelo Sindicato dos Policiais de Los Angeles, que se disse assombrado com o fato de que os ativistas tenham pedido aos indocumentados que “continuem a desafiar a lei”.

“Ao insistir em dirigir sem licença, eles `os motoristas` demonstram que se recusam a cumprir com as leis do trânsito”, disse Marshall McClain, presidente do Sindicato, em nota divulgada à imprensa.

Os motoristas sem licença são uma ameaça para os outros motoristas e transeuntes, porque não têm habilidade ou treinamento adequados para operar um veículo motorizado, acrescenta ainda a nota.

“É muita irresponsabilidade que uma organização siga estimulando os outros a violarem a lei, pondo em perigo a vida alheia, ainda mais durante essa época tão movimentada, onde há muita gente dirigindo”, conclui a nota.

Os ativistas pediram aos motoristas sem carteira que dirijam com muito cuidado para não dar espaço às críticas contra a causa da reforma imigratória.

“Não queremos fornecer argumentos para os detratores da reforma”, disse Alvarez.

A coalizão também apoiou o plano do Departamento de Polícia de Los Angeles com respeito a uma mudança de procedimento ao lidar com motoristas sem carteira. A polícia disse que o plano permitirá que os motoristas sem licença contactem um motorista autorizado para levar o veículo, evitando assim que o mesmo seja removido para um depósito por trinta dias, como é a prática atual.