Ativistas lutam pela libertação das ‘mães latinas’

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Mulheres foram detidas pelo ICE e estão afastadas de seus filhos

Entidades de apoio a imigrantes estão lutando para conseguir a liberdade condicional de 16 latino-americanas e indocumentadas que foram presas pela polícia de imigração americana (Immigration and Customs Enforcement – ICE) há poucos dias. O motivo, segundo os ativistas, é que as mulheres têm filhos pequenos e as crianças não têm com quem ficar.

Com a ajuda de educadores, advogados e religiosos, os ativistas pediram às autoridades do ICE que as “mães latinas”, como estão sendo chamadas as mulheres, que são do México, Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua, possam retornar às suas casas e iniciar o processo de deportação imediata ao lado dos filhos.

“Não queremos passar por cima das leis do país e não pedimos a anulação dos procedimentos judiciais existentes, mas que seja permitido a elas que aguardem o regresso aos seus países de origem ao lado dos filhos”, argumentou Pablo Castellanos, coordenador da Iniciativa Latina de Ajuda a Imigrantes. Ele acrescentou que, no centro de detenção, as mulheres têm sido impedidas até de orar juntas, numa determinação contrária ao direito à liberdade de culto.

O grupo de ativistas pretende realizar manifestações em Denver (estado de Colorado), onde fica o centro de detenção que abriga as ‘mães latinas’, no subúrbio de Aurora. “Precisamos mostrar à população que o problema da imigração não afeta somente os indocumentados”, afirmou Castellanos y Alfredo Vázquez, cônsul geral da Guatemala em Denver. Ele disse que desde 2006, com a entrada em vigor das novas leis imigratórias, já visitou mais de dois mil guatemaltecos nas prisões de Colorado.

Além das latinas, outras duas mulheres também estão detidas – uma da China e outra da Indonésia. Para ajudar as 18 mães, os ativistas vão enviar uma carta ao ICE em Denver e ainda vão levantar fundos para doações, que serão usados para o pagamento de advogados e de todas as despesas legais. “Nós demonstramos lealdade aos EUA por meio do nosso trabalho. Por isso, pedimos que o país nos dê a oportunidade de ser parte deste povo, incluindo aí o respeito aos direitos humanos”, concluiu Vázquez.