Atlético-MG “acha” gol e vence o Zamora na estreia da Liberta

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Galo apático tem enormes dificuldades de vencer na Venezuela

Uma vitória nada convicente, mas três pontos somados na defesa pelo título. Com um gol salvador de Jô, aos 42 minutos do segundo tempo, o Atlético-MG venceu o Zamora na Venezuela, depois de uma atuação bem ruim para quem pretende o bicampeonato.

Quem acha que o Galo deu trabalho se engana redondamente. Apático e sem a velocidade dos tempos de Cuca, os comandados do Paulo Autuori pouco deram trabalho. O retorno de Ronaldinho só valeu pelo passe na cobrança de escanteio para Jô. Muito pouco para ele, só que essencial em um jogo bem ruim do time brasileiro.

Cadê o Galo de 2013?

Foram mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo. Mas o Atlético-MG, o novo Galo de 2014, deve ter matado de raiva seus torcedores pela lentidão que o ataque apresentava, sem e com a bola. Uma lentidão que contrasta e deixa preocupante o andamento do time, em relação ao desempenho de 2013, quando venceu o torneio.

O Zamora, um time limitadíssimo, conseguiu segurar o atual vencedor da competição sem muito esforço. A equipe de Noel Sanvicente não sabia o que era trocar mais de dois passes certos e, mesmo assim, ariscou mais chutes que o Galo.

Com orientação de mudar de posição várias vezes, Autuori não conseguiu colocar em prática o acerto do meio de campo, no qual os dois volantes pegadores praticamente obrigam a ligação direta de Leonardo Silva e Réver.

Para o time da casa, faltou a maior participação de Pedrito Ramírez, o melhor jogador em termos técnicos, capaz de colocar os companheiros na cara de Victor. Na base da bola parada é que o Galo criou chances. Destaque negativo para Jô e Tardelli, jogadores que sonham com Copa do Mundo no time de Felipão, e esqueceram que os primeiros 45 minutos do Galo na Libertadores exige foco e capricho.

R10 na cabeça de Jô

Com uma volta do vestiário ainda sonolenta, o Atlético-MG voltou a criar pouco nos primeiros minutos. Ronaldinho Gaúcho apareceu no jogo através de uma tesoura por trás que rendeu um até econômico cartão amarelo. Fernandinho era outro que parecia ter sido trocado por um cone. Não conseguia acertar um lance.

Na medida que o tempo passava, a confiança do Zamora aumentava. Se não fosse a atenção do bandeira que olhava o ataque venezuelano, Victor seria responsável por salvar pelo menos uma bola que iria para o gol. O banco de reservas do Zamora foi acionado antes do Galo, mesmo que o time de Barinas estivesse, considerando o potencial dos times, fazendo um jogo melhor.

Depois dos 22 minutos do segundo tempo, o Atlético-MG, que jogava para o gasto, começou a mostrar falhas de escolinha de futebol. Erros de passes incríveis e espaços atrás deixados de presente. Mas os venezuelanos, que gostam mesmo de baseball, obrigaram a defesa do Galo a começar a descer a lenha e sujaram o uniforme de Victor.

No que se encaminhava para uma estreia para se esquecer do Galo na defesa do título, Ronaldinho apareceu pela primeira vez, já aos 42 minutos do segundo tempo. Em cobrança perfeita para Jô, em escanteio, o craque deu a assistência para o gol da vitória. E, em noite em que a esquerda e a direita não serviam nem para subir no ônibus, o atacante da Seleção Brasileira usou a cabeça para fazer o terceiro gol no ano.