Ausência de Fidel Castro marca desfile do 1º de Maio em Cuba

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A ausência do líder cubano, Fidel Castro, no desfile organizado nesta terça-feira na praça da Revolução de Havana por ocasião do Dia do Trabalho frustrou as expectativas surgidas nos últimos dias sobre sua possível volta ao poder, após nove meses de convalescência.

O desfile, para o qual foram convocadas centenas de milhares de pessoas, é presidido por Raúl Castro, presidente interino de Cuba desde 31 de julho de 2006 e chefe das Forças Armadas Revolucionárias.

A expectativa gerada pela possível aparição de Fidel na praça da Revolução diminuiu ontem à noite após a divulgação de um novo artigo do líder cubano, no qual voltou a criticar o uso de biocombustíveis, mas não fez nenhuma referência a sua saúde nem esclareceu a incógnita sobre sua volta ao poder.

As conjeturas sobre o retorno de Fidel à Presidência foram alimentadas por recentes declarações do líder boliviano, Evo Morales, que no fim de semana passado afirmou que o comandante retomaria hoje o poder, que delegou provisoriamente a seu irmão Raúl há nove meses, devido a uma doença declarada sigilo de Estado.

Não é a primeira vez que a possível reaparição pública de Fidel provoca expectativas que não correspondem à realidade.

Em setembro passado, os rumores sobre sua aparição despertaram um insólito interesse pela Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados em Havana entre a imprensa estrangeira, que também ficou frustrada com a ausência do comandante nas celebrações de 2 de dezembro, em comemoração do 50º aniversário das Forças Armadas Revolucionárias.

Fidel não aparece em público desde 26 de julho de 2006, quando participou de dois atos oficiais no leste cubano durante uma jornada que acabou com sua internação de urgência.