Autoridades identificam 111 mil imigrantes em cadeias dos EUA

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Depois de primeiro ano, programa ‘Comunidades Seguras’ segue até 2011 em todos os estados

Em seu primeiro ano de aplicação, o programa ‘Comunidades Seguras’, com a ajuda das autoridades policiais de cada condado do país e com equipamento de primeira geração, cumpriu plenamente o seu papel. Idealizado pelo Departamento de Segurança Nacional (Homeland Security) para identificar os imigrantes presos nas cadeias dos Estados Unidos por infrações criminais, a ferramenta encontrou 111 mil indocumentados atrás das grades por crimes que vão desde assalto até assassinato. Do total, 1.900 já foram deportados – e todos estes serão expulsos do país após o cumprimento da pena. Só o estado do Arizona tem 24 mil imigrantes nesta situação.

A secretária do DHS, Janet Napolitano, garantiu que o programa será estendido até 2011. “O ‘Comunidades Seguras’ disponibiliza à polícia local uma importante ferramenta para identificar entre os detidos os estrangeiros em situação irregular, que na verdade são perigosos criminosos que não podem ameaçar a segurança de nossas famílias”, disse Napolitano. Entre os imigrantes presos, há 11 mil condenados a crimes graves (nível 1), como assassinatos, estupros e sequestros, e outros 100 mil já cumprindo pena por crimes mais leves (nível 2), dentre os quais assalto e crimes contra propriedade.

Muitas vezes, ao final da pena, estes criminosos eram colocados em liberdade, mas o programa garante que todos sejam identificados para deportação imediata após a saída da prisão. Por isso, o objetivo do governo americano é estender o ‘Comunidades Seguras’, que é operado pelo ICE (Immigration and Customs Enforcement), até 2011. Isso significa que a atual administração vai demandar mais verba do Congresso para tal fim, já que o programa necessita de equipamento sofisticado, como identificação biométrica dos presos e um banco de dados em cada cidade, interligado com o FBI, a polícia federal americana.