Balões vão rastrear a origem dos furacões

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O local no Níger foi escolhido para o estudo de sistemas climáticos chamados ondas do leste, que funcionam como sementes de furacões

Cientistas americanos e franceses vão lançar grandes balões especializados na estratosfera, para liberar cerca de 300 pacotes de instrumentos sobre a África e o Oceano Atlântico. Os pacotes, projetados por pesquisadores e técnicos do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR) reunirão dados, ao longo do mês de setembro, sobre regiões da atmosfera que são críticas para o surgimento de furacões no Atlântico Norte.
O primeiro lançamento de um balão dentro desse programa ocorreu em Zinder, no Níger, em 28 de agosto. Até sete outros serão lançados ao longo deste mês.
O Atlântico leste está fora do alcance normal das aeronaves americanas que fazem patrulhas em busca de furacões, e os meteorologistas não conseguem prever exatamente quais sistemas da área irão dar origem às maiores tempestades. Dados dos balões deverão ajudar a caracterizar melhor as condições que estimulam ou reprimem a formação de furacões.
Após o lançamento no Níger, cada balão flutuará da África em direção ao Caribe, a altitudes entre 19 km e 22 km e altitude, onde prevalecem ventos que sopram a partir do leste. Duas vezes ao dia, cada balão liberará um instrumento conhecido como “dropsonde”, que cairá de pára-quedas, registrando as condições meteorológicas durante a descida de 20 minutos e transmitindo os dados por rádio de volta ao balão que, por sua vez, os retransmitirá, via satélite, para os cientistas.
O local no Níger foi escolhido para o estudo de sistemas climáticos chamados ondas do leste, que funcionam como sementes de furacões. Dezenas dessas ondas se deslocam pela África rumo ao Atlântico, entre os 10º e 20º de latitude Norte. Um pequeno número dá origem a tempestades e furacões.