Barack Obama admite que economia fraca ainda afeta milhões de pessoas nos EUA

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Presidente lembrou índice que mostra aumento da pobreza no país, mas ainda acredita no sonho americano

Apesar de ter sido considerada oficialmente encerrada no ano passado, a recessão nos Estados Unidos continua afetando milhões de americanos. Estas palavras não foram de um economista ou alguém que faz oposição à atual administração, mas do próprio presidente Barack americano, Barack Obama. Ele admitiu que para as pessoas que perderam seus empregos e estão lutando para pagar as contas, os problemas na economia ainda são muito reais.

Segundo Obama, a recuperação vai levar mais tempo do que o esperado, já que os problemas na economia foram criados ao longo de vários anos. “O que temos de fazer agora é reverter a situação. Algo que levou dez anos para ser criado vai levar um pouco mais de tempo para ser solucionado”, admitiu o líder da nação.

Talvez por conta disso, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico rebaixou a previsão de crescimento para a economia americana em 2010 de 3,2% para 2,6% e também previu que a taxa de desemprego vai permanecer alta até 2013. Desde o início da recessão, mais de oito milhões de americanos perderam seus empregos.

Além disso, o censo mostrou que a quantidade de pessoas pobres nos Estados Unidos cresceu pelo terceiro ano consecutivo, passando de 39,8 milhões em 2008 para 43,6 milhões em 2009. Ou seja, a taxa de pobreza no país passou de 13,2% para 14,3% em dois anos – um em cada sete americanos vive na pobreza (ganha até cerca de 11 mil dólares ao anos. O presidente, no entanto, não acredita no fim do sonho americano. “Não há um país no mundo que não gostaria de trocar de lugar conosco. Tenho confiança de que em breve estaremos recuperados”, finalizou Obama.