Berlusconi: “Não gosto do meu trabalho”

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População também tem muitas críticas ao premier italiano, principalmente as feministas

O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, disse que não gosta de governar a Itália e só permanece no cargo por um sentimento de sacrifício ao país. “ É uma vida difícil ser responsável por liderar o governo em um país como a Itália, mas sou único capaz de manter juntos o centro e a direita”, disse, sem falsa modéstia, o primeiro-ministro.

Mas ele também não é uma unanimidade entre a população, especialmente entre as mulheres. Uma declaração sobre a falta de beleza de uma rival política deflagrou centenas de manifestações públicas das italianas, que já estavam insatisfeitas com o maior líder do país em função dos repetidos escândalos sexuais. Cerca de 97 mil delas assinaram o manifesto ‘Mulheres ofendidas pelo premiê’, depois que Berlusconi disse à vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rosy Bindi, que ela era “mais bonita do que inteligente”, em um ataque tanto à sua aparência quanto a seu cérebro.

“Nunca cometi quaisquer gafes, nem mesmo uma. Toda gafe foi inventada pelos jornais. Eu conto histórias e piadas. Eu apenas conto piadas que podem ser ouvidas por todos. Tenho sempre consciência do que estou falando”, defendeu-se Berlusconi, culpando a imprensa pela situação – ironicamente ele é um dos magnatas da área de Comunicação. Mesmo com o movimento contrário, o líder não deve se sentir ameaçado: não há um rival político para desafiá-lo e as manifestações não devem diminuir o apoio dos mais conservadores.