Blecaute afetou 18 estados e empresas contabilizam prejuízos

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Apagão pode ter sido responsável até por mortes em hospital do Rio de Janeiro

O blecaute ocorrido entre a noite de terça e a madrugada da quarta-feira no Brasil afetou 18 Estados do país causou bem mais problemas para a população do que o governo tentou dimensionar: O apagão, que durou até seis horas em algumas regiões do país, prejudicou principalmente empresas, negócios e até serviços básicos. Metalúrgicas, siderúrgicas, fabricantes de cerâmica e vidro, restaurantes e até hospitais estão entre os setores mais afetados pela queda do fornecimento de energia.

A interrupção da energia, muitas vezes, gera perdas superiores ao que deixa de ser produzido no período de apagão. A fabricante de condutores elétricos Wirex Cable, por exemplo, contabilizou um prejuízo de até 200 mil reais, o que representa cerca de 1% do faturamento mensal da empresa. “Os cabos são feitos sob medida, na extensão solicitada pelo cliente. Se o fornecimento de energia é interrompido, a empresa perde tudo o que estava na linha, não há como reaproveitar o material, que vira sucata”, explicou o diretor-presidente da empresa.

No caso de restaurantes, bares e pequenos supermercados, as perdas também foram visíveis. Segundo levantamento da entidade que controla o setor, muitos destes estabelecimentos perderam 75% do estoque de alimentos perecíveis, além de máquinas e equipamentos, principalmente, freezers horizontais e geladeiras.

Mas a perda maior aconteceu na área de saúde. No Rio de Janeiro, o presidente do Sindicato dos Médicos (SinMed-RJ), Jorge Darze, vai pedir uma auditoria ao Ministério Público Estadual para investigar se há relação entre o apagão e as mortes ocorridas durante a queda de energia nos hospitais públicos do estado e do município. Há denúncias de que o óbito de três pacientes poderia estar relacionado a um problema no gerador da unidade.