Boletim COPA 2014

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Grevistas protestam na Arena da Amazônia, mas não param obras


Arena da Amazônia, em Manaus, continua com suas obras atrasadas

Um grupo de funcionários da construtora Andrade Gutierrez que trabalha na Usina Termelétrica de Mauá, em Manaus, entrou em greve na quinta-feira (16) e fez uma manifestação em frente à Arena da Amazônia, que está sendo construída pela mesma empreiteira.

Os funcionários que estão trabalhando no estádio não cruzaram os braços, de acordo com a Andrade Gutierrez e a UGP Copa (Unidade Gestora do Projeto Copa), órgão do governo responsável por coordenar as obras relacionadas ao Mundial.

Os grevistas tentaram bloquear a entrada de materiais de construção no estádio. O tumulto foi resolvido sem incidentes, de acordo com a Andrade Gutierrez. A UGP Copa informou que, embora tenha acontecido na porta do estádio, a greve não tem relação com a obra.

A greve na Usina Termelétrica de Mauá estava sendo articulada desde a semana passada, quando cerca de 800 trabalhadores já haviam feito um protesto semelhante em frente à sede da Andrade Gutierrez.

Os operários cobram mais segurança no local de trabalho e reivindicam o pagamento do adicional de periculosidade (30% do salário), o cumprimento do programa de Participação nos Lucros e Resultados e a inclusão de planos de saúde.

A Arena da Amazônia atingiu 95,47% de conclusão, segundo o governo do Amazonas. A inauguração deve ocorrer em fevereiro. Na terça-feira (21), o estádio será visitado por uma comitiva da Fifa.