Bombardeio dos EUA mata alto membro da Al Qaeda na Somália

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Um alto membro da Al Qaeda que estaria entre os suspeitos dos ataques contra Embaixadas americanas no leste da África foi morto em um bombardeio americano na Somália, informaram autoridades locais nesta quarta-feira.

Fazul Abdullah Mohammed, 32 –cujo nome está na lista dos terroristas mais procurados do FBI `polícia federal americana`– estava escondido há oito anos e foi morto durante um dos ataques aéreos dos EUA ocorridos na manhã de ontem no sul da Somália.

“Funcionários da operação dos EUA no sul da Somália anunciaram oficialmente a morte de Mohammed”, disse o chefe de Segurança da Presidência somali, Abdi Risak Hassan.

Nascido nas ilhas Comores, ele foi indiciado pela Justiça dos EUA em Nova York por participar dos ataques às Embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998, que mataram 225.

Ele também é suspeito de planejar um ataque com carro-bomba em um hotel localizado em um resort no Quênia, que matou dez quenianos e três israelenses em 2002 em Mombasa. Os EUA também o acusam da tentativa de derrubar um avião israelense, no mesmo período.

Treinado pela Al Qaeda no Afeganistão, os EUA ofereciam US$ 5 milhões de recompensa por informações que levasse à sua prisão.

Se confirmada, sua morte será a maior vitória dos EUA na caça pelos terroristas desde 1998.

Ofensiva

Na terça-feira, helicópteros e aviões americanos atacaram supostos esconderijos de membros da Al Qaeda no sul do país, na primeira no país africano desde 1993, quando 18 soldados americanos foram mortos.

Segundo Hassan, ao menos três ataques aéreos dos EUA foram lançados no país desde a segunda-feira (8).

Ao menos 31 civis morreram nos ataques, segundo um legislador somali. O número de vítimas não foi confirmado.

Nesta quarta-feira, em Mogadício, uma granada foi lançada contra tropas etíopes no sul da capital, mas errou o alvo e atingiu uma casa, ferindo dois civis. É o segundo ataque do tipo desde ontem.

Quênia

Policiais da cidade de Kiunga, na fronteira com o Quênia, prenderam na segunda-feira (8) a mulher de Mohammed, que estava com seus três filho, segundo informações policiais.

Halima Badroudine Fazul Husseine, que a princípio se identificou como Sofia Mohammed Ali, disse à polícia que ela e seus três filhos –com idades entre 4 e 15 anos– deixaram a cidade de Kismayo (sul da Somália), onde viviam em dezembro último.

Forças somalis e etíopes expulsaram extremistas islâmicos da cidade na semana passada.

O vice-premiê somali, Hussein Aideed, defendeu o envio de tropas especiais dos EUA para auxiliar as forças do governo e da Etiópia a capturarem os demais extremistas.

“A única maneira de capturar os membros da Al Qaeda que sobreviveram é contando com a ajuda das forças especiais por terra”, disse Aideed, que já integrou a Corporação dos Marines.