Bota exibe patrocínio sem temer ligar imagem à de empresa investigada

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Diretor executivo do clube afirma que acordo selado com Telexfree será feito dentro dos trâmites legais. Logomarca será estampada na barra frontal e no peito da camisa


Diretores do Botafogo e da Telexfree exibem a camisa do clube com o logo da companhia

O Botafogo anunciou na manhã de quinta-feira (9) a parceria com a Telexfree. A empresa americana teve suas operações bloqueadas judicialmente no Brasil em 2013 após ser denunciada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por suspeita de atuar sob esquema de pirâmide financeira. Ela estampará sua logomarca na barra frontal e no peito do uniforme alvinegro. O valor do patrocínio, que terá duração de um ano, não foi divulgado.

O contrato assinado em Miami, na Flórida, contou com a presença do diretor comercial Ayrton Mandarino e com a diretora jurídica Joana Prado, em vídeo produzido e divulgado pela Telexfree, que pretende vender telefonia VOIP no Brasil. Mas na apresentação do patrocínio, em General Severiano, o clube mostrou não temer a associação de sua imagem à empresa, garantindo que o acordo foi selado sem qualquer irregularidade.

“Acompanhamos tudo o que saiu na imprensa, mas é uma empresa legalizada pela Anatel e, por isso, pronta para operar no país. Estamos muito orgulhosos dessa parceria e felizes com a confiança depositada no Botafogo. As remessas de recursos da Telexfree serão feitas por trâmites legais. Em hipótese alguma faríamos diferente numa questão delicada como essa. São procedimentos corriqueiros em operações comerciais, mas pouco comuns no futebol”, explicou o diretor executivo do Botafogo, Sérgio Landau.

Diretor de tecnologia da Telexfree, o brasileiro Carlos Wazeler procurou, em seu discurso, desassociar a matriz americana da empresa brasileira Ympactus Comercial Ltda. ME, representante da Telexfree no Brasil e alvo de investigação do Ministério Público do Acre.

“O acordo com o Botafogo foi fechado com a Telexfree internacional, não tem nada a ver com a Ympactus no momento. Acho uma covardia não termos a oportunidade de dizer quem é a empresa. Acredito na Justiça brasileira, e vamos resolver isso em pouco tempo”, prometeu.