Brasil é 75º no ranking da corrupção

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Melhoramos de posição, mas problema ainda é crítico

É bem verdade que o Brasil subiu cinco posições no ranking anual de corrupção, organizado pela ONG Transparência Internacional (TI), mas não há muitos motivos para comemorar. O país passou da 80ª colocação em 2008, para o 75º lugar entre 180 nações analisadas, ao lado de Colômbia, Peru e Suriname, mas o índice de percepção de corrupção ainda é alto. Estamos apenas quatro posições à frente de países onde as irregularidades são crônicas, como Burkina Faso e Trinidad e Tobago.

O índice é calculado com base em pesquisas feitas por instituições de renome, que ouviram especialistas e empresários, convidados a dar sua opinião sobre a percepção que têm da corrupção existente entre funcionários públicos e políticos de seus países. A situação do Brasil é comparável à da América Latina como um todo: 21 dos 31 países da região apresentam problemas sérios de corrupção. “Economias líderes na região, que deveriam se tornar bastiões anticorrupção, foram sacudidas por escândalos envolvendo impunidade, subornos, corrupção política e abuso da máquina pública”, diz o documento.

O documento diz que instituições frágeis, práticas governamentais indevidas e influência excessiva de interesses privados continuam a minar esforços para promover desenvolvimento igualitário e sustentável na América Latina. A lista é encabeçada pela Nova Zelândia, que ficou em terceiro lugar no ano passado.