Brasil firma pacto para reduzir desmatamento

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Plano prevê esforço para que país deixe de ser um dos principais emissores de gases-estufa do mundo

O governo brasileiro anunciou a meta de reduzir o desmatamento da Amazônia à metade em uma década, reagindo a críticas internacionais de que o país estaria fazendo pouco para combater o aquecimento global. Pelo plano, o Brasil pretende reduzir a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal para 5.850 quilômetros quadrados até 2017, aproximadamente metade do número registrado recentemente, de quase 12 mil quilômetros quadrados. O objetivo é evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de gás carbônico, uma queda de 72% do nível registrado. Para isso, em 2009, o índice de desmatamento terá que cair para 9.200 quilômetros quadrados. Neste ano, ele foi de 11.900 quilômetros quadrados.

“O plano melhora a imagem do Brasil. Teremos mais autoridade moral no exterior”, disse Carlos Minc, após uma cerimônia de lançamento do plano que contou com a presença do presidente Lula. O ministro afirmou ainda que a maior contribuição do plano para a diminuição da emissão de gás carbônico é a meta, que, calculou, representa “três Kiotos” – referência ao protocolo de Kioto assinado pelos países para reduzir o aquecimento global.

Segundo Minc, o plano – que prevê ainda combate ao desperdício de energia, com substituição de chuveiros elétricos por aquecimento solar, troca de 1 milhão de geladeiras antigas, reciclagem de lixo urbano e incentivo aos biocombustíveis – será revisado em 2010, após novo inventário da emissão de gás carbônico. O Brasil quer se tornar uma voz importante nas questões relativas ao meio ambiente internacional, e espera que o plano ajude a reduzir as críticas de que estaria fazendo pouco para combater o aquecimento global. A destruição da Amazônia torna o país um dos principais emissores de gases-estufa, porque as árvores emitem dióxido de carbono na atmosfera quando são derrubadas.