Brasil gerou quase três milhões de empregos formais em 2010

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Alta foi de 62% em relação ao ano anterior e salário médio dos trabalhadores também subiu. Ministro do trabalho quer mais

Dados do Ministério do Trabalho mostram que o Brasil gerou em 2010 cerca de 2,86 milhões de empregos formais. O total não é apenas um recorde desde que a série histórica começou a ser feita em 1975, mas representa – e este é o aspecto mais significante da estatística – um aumento de 62% em relação ao número de vagas criadas no ano anterior.

Do total, 2,59 milhões foram trabalhadores com carteira assinada contratados pelas empresas e pouco mais de 270 mil de servidores públicos que assumiram cargos. Em termos absolutos, o setor que mais contribuiu para a geração de novos postos de trabalho foi o de serviços, com 1,109 milhão de vagas. Já em termos relativos, o ramo da construção civil foi o que mais contratou, com 376,6 mil empregos. O único setor que registrou queda foi a agricultura, com a eliminação de 18,1 mil vagas.

Outra boa notícia para o país é que o salário médio dos trabalhadores formais teve alta de 2,57%, já descontada inflação, passando para R$ 1.742 em dezembro de 2010. O documento, Relação Anual de Informações Sociais (Rais), é a fotografia mais completa do mercado de trabalho brasileiro e tem o objetivo de auxiliar a formação de políticas públicas, afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que mantém para este ano a meta de criação de três milhões de empregos, somando assalariados e servidores públicos.

A pesquisa mostrou também que a população com nível médio teve mais oportunidades de emprego: o crescimento da contratação de trabalhadores com esta escolaridade registrou alta de 11,76% na comparação com o ano anterior. Os números revelaram também o bom desempenho do nível do emprego formal no Nordeste, com saldo de 588,6 mil postos de trabalho, sendo a segunda região do país que mais cresceu.