Brasileira ainda procura doador de medula óssea

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Ana Almeida colocou um vídeo no YouTube à procura de um doador

Joselina Reis

Ana AlmeidaA brasileira Ana Almeida, de 34 anos, ainda não conseguiu um doador compatível e segue, na segunda-feira (29), para a sua terceira sessão de quimioterapia. Desde abril de 2013 ela luta contra uma forma agressiva de leucemia e busca desesperadamente alguém que possa salvar sua vida. “Minha vida está nas mãos de outra pessoa. Eu não tenho tempo”, disse a brasileira que mora na Virginia com o marido e duas filhas. Na tentativa de encontrar alguém compatível dentro da comunidade brasileira, ela fez um vídeo com ajuda da Fundação Icla da Silva e colocou no YouTube.

Até a quinta-feira (25) mais de 1800 pessoas há haviam visto o vídeo. De acordo com as últimas informações da fundação, vários pessoas se prontificaram a fazer campanhas de coletas de amostras de saliva, mas até agora nenhum compatível com Ana. Os interessados devem procurar banco de dados do registro nacional de doadores (http://bethematch.org/Home.aspx) e se cadastrar. Um kit será enviado pelo correio e o voluntário coleta a própria saliva com um cotonete, coloca em um envelope e manda para o banco de dados. Esse simples gesto pode ajudar a localizar um doador.

Fundo do poço

A internação na segunda-feira vai ser um período difícil para a brasileira. Os médicos já avisaram que o corpo dela não vai aguentar muitas sessões dessa quimioterapia devido ao seu estado de saúde já estar debilitado. Os remédios também estão afetando seu coração e pulmão. “Depois de alguns dias na quimioterapia eu chego ao fundo do poço”, lembrou a brasileira durante entrevista na quinta-feira (25) por telefone.

Ana aproveitava o dia com as filhas Nina (1 ano), Natalia (3 anos) e o marido Shane Baker. A sessão dura em média 30 dias. Nesse período ela fica internada e as filhas não são permitidas no hospital. Ela lembra que, depois de 10 dias no hospital, suas condições físicas ficam realmente comprometidas e nas sessões anteriores ela passou cinco dias sem condições de falar com a família. “O isolamento é total. Quando saio, mais pareço um farrapo humano”, conta a brasileira que tem esperanças de encontrar um doador ou de pelo menos ajudar outras pessoas que como ela passam pela mesma situação.