Brasileira da FL quer entrar para o Guiness Book

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Ela chega a treinar 12 horas por dia. Meta é pedalar por 24 horas seguidas

Kassianna Rosso“No pain, no gain”, em tradução livre, “sem sacrifício, não há ganho” diz a frase que é comum nas academias. A atleta curitibana Kassianna Rosso, a Kassy, de 35 anos, que vive há 16 nos Estados Unidos, leva à risca essa máxima. Ela chega a treinar de cinco a 12 horas por dia na academia Studio 55 em Doral, Miami, para conseguir bater o recorde do Guinness Book e ficar 24 horas, em pé, numa bicicleta estática. O recorde nessa categoria hoje é de 300 milhas em 24 horas e ela já faz esse percurso em 15 horas.

O desafio será realizado em meados de junho (a data ainda não foi definida) e será acompanhado por um fiscal do livro dos recordes. Para alcançar essa meta, Kassy tem que conciliar a rotina de atleta com a de mãe de um garoto de cinco anos. A frase que a atleta leva consigo é “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. A base de tudo, para ela, é disciplina e organização.

“Às 3:30am eu saio de casa, então, antes de dormir, deixo tudo organizado com relação ao meu café da manhã, hidratação e alimentação para minhas horas de treinamento do dia seguinte, que podem chegar a 12 horas. Já deixo o uniforme do meu filho separado e lição de casa prontos”, relata a atleta que treina de domingo a domingo.

O esporte sempre esteve presente na vida de Kassy Rosso, que desde pequena pratica esportes como karatê, jazz, ginástica olímpica e vôlei até ser apresentada pelo irmão ao ciclismo. “Sou apaixonada por bicicleta desde os 14 anos. Nunca mais parei de pedalar até o dia de hoje, aos 35 anos de idade”, orgulha-se. Ela foi campeã de triatlo em Denver, Colorado, em 2008 e já participou de diversas competições, entre elas, os jogos Pan-Americanos. Em 1998, visitou os EUA pela primeira vez para competir e decidiu vir para ficar.

Guinness Book
Muitas pessoas perguntam a Kassy o porquê de ela buscar esse recorde com tanta determinação. “Porque o Guinness representa o que minha essência busca, que é provar a mim mesma que sou capaz de fazer algo que ninguém sobre a face da Terra tenha feito e, dessa forma, ficar para a história como um exemplo para outros. Como atleta, gosto de desafios extremos e o Guinness me dá essa possibilidade”, explica.

E a vida social? Kessy brinca que sempre foi muito caseira e só faz algum programa social se realmente valer muito a pena. E que a falta de tempo não é nenhuma desculpa. “Quando a gente quer alguma coisa, sempre arranja tempo”, garante.