Brasileira é atacada por percevejos em resort em Orlando

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Adriana Bittencourt planeja processar o Hotel Blue Heron Beach Resort

Joselina Reis

O que eram para ter sido dias maravilhosos em Orlando se transformaram em um pesadelo para a brasileira Adriana Bittencourt. As primeiras noites no Hotel Blue Heron Beach Resort deixaram marcas que ela ainda carrega pelo corpo. Os percevejos (bedbugs, em inglês) deixaram dezenas de picadas em pês, mãos e rosto. De volta ao Brasil, ela planeja processar o hotel.

 A carioca de 34 anos, planejou a tão sonhada viagem por meses. Ela, o marido e a filha de 2 anos, chegaram em Orlando no dia 31 de janeiro com previsão de visitar diversos pontos turísticos até o dia 20 de fevereiro. No entanto, os planos foram interrompridos para que Adriana procurasse socorro médico.

Ela conta que na primeira noite não se preocupou com as primeiras picadas, pensando que eram de mosquito. “Chegamos bem cansados e fomos dormir, porque no dia seguinte já tinha programado uma ida à Nasa. Achei meio absurdo cobrarem pelo berço da minha filha (isso é de graça na maioria dos hotéis em que me hospedo), mas resolvi alugar (o que foi a minha sorte e evitou que ela fosse mordida, já que levo roupa de cama de casa para ela dormir, sempre). Dormimos e já na manhã seguinte acordei com umas picadas no pé direito, mas achei que eram mosquitos e não me preocupei”, lembra ela, dizendo que as coisas mudaram nos dias seguinte.

Com o passar dos dias ela percebeu que as picadas continuavam a aumentar e que os repelentes que comprava não funcionavam. Uma noite ela despertou de madrugada e viu os percevejos andando sobre sua blusa e rosto. Foi aí que ela percebeu que dormia sob um colchão infestado de bedbugs. “Eu fui até a gerência reclamar. O rapaz que foi verificar meu quarto foi extremamente rude. Olhou superficialmente as camas (nem sequer levantou o colchão ou os lencois) e disse que estranhava só ter bicho morto. Eu disse que nunca tinha visto aquilo e ele disse que era impossível, duvidando de mim. Quando disse que morava no Brasil e nunca nem tinha ouvido falar…
ele perguntou: ‘Mora no Brasil e nunca ouviu falar?’…riu, ironicamente, e saiu do quarto”, lembra a carioca que sentiu humilhada com a atitude do funcionário.

A carioca lembra que ficou ainda mais irritada e resolveu provar o que estava falando. “Tive uma crise de choro e comecei a levantar os colchões e lençóis. Achamos vários bichos, coloquei-os numa sacola transparente e entreguei à recepção”, disse. Ao ver os bichos, a pessoa de plantão na gerência prometeu devolver o dinheiro pago pelas diárias. Adriana deixou o hotel no dia 15 de fevereiro.

Ao todo, a carioca acredita que gastou cerca de $500 em remédios, além de despesas para desinfectar as roupas e malas da família. “Além disso não pude ir aos parques porque perdi dias mudando de hotel, esperando atendimento médico e tive que ficar em repouso por recomendação médica”, lembra ainda muito irritada com as férias frustradas.

Ela conta que tem manchas pelos braços e pernas, além de muita coceira nas feridas na mão direita. “Estou esperando que as feridas sequem totalmente para que eu possa iniciar um tratamento dermatológico para tentar tirar as manchas”, planeja.

Adriana Bittencourt disse que outra turistas que teria ficado no mesmo quarto que ela, três dias antes de sua chegada à Orlando, entrou em contato porque também teve o mesmo problema. O filho da outra turista foi a vítima dessa vez. Adriana Bittencourt garante que já contratou um advogado nos Estados Unidos para tratar do caso.

Hotel garante que casos de bedbugs são raros, mas existem

O gerente de marketing do Hotel Blue Heron Beach Resort, Marcus Lund, afirmou à reportagem do AcheiUSA que o caso da brasileira foi o segundo em sete anos de criação do hotel. Ele também garantiu que todas as providências para acomodar a carioca foram tomadas, assim como a promessa de devolver o dinheiro gasto por ela nas diárias foi cumprida, e que o hotel gostaria de oferecer férias grátis para a família.
Lund afirmou que hotel possuiu contrato com uma empresa especializada e que até cães farejadores são usados no rastreamento dos bedbugs. “Nossa prática quando isso acontece é mudar o convidado imediatamente de quarto e iniciar o processo de desinfecção.
Infelizmente, esse problema existe porque o inseto geralmente viaja na mala de turistas, e nós recebemos pessoas do mundo inteiro”, disse o gerente em defesa do hotel.

Ele afirmou que o hotel tem seguido regras rígidas de limpeza, mesmo quando não há reclamação. “Fazemos um trabalho de preventino constantemente”, afirmou ele que disse que está a par da repercussão do caso junto a mídia social no Brasil e nos EUA e acredita que há um exagero na divulgação do caso.