Brasileira é vítima do golpe do bilhete premiado

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Quadrilha age rápido, leva dinheiro e fica até com endereço da vítima

Joselina Reis

procuradaA brasileira N.L., de 73 anos, foi vítima de uma quadrilha que usa o golpe do bilhete premiado para enganar e roubar pessoas da comunidade. O golpe é comum no Brasil e agora parece que mais uma vez está tendo a população brasileira como alvo. N. L. perdeu cerca de $13 mil dólares, sendo parte em dinheiro e algumas jóias, quando tentava ajudar uma suposta ganhadora do bilhete premiado. O retrato falado de uma das integrantes da quadrilha foi divulgado pela Broward Sheriff Office no dia 26 de dezembro.

N.L. foi abordada na porta do supermercado Publix (1003 E. Commercial Blvd) no dia 19 de novembro por volta das 2:45pm. Segundo o boletim de ocorrência, uma mulher branca, aparentando entre 40 a 50 anos, se aproximou pedindo ajuda para achar um endereço onde ela supostamente iria receber seu Green card. Enquanto as duas conversaram, outra mulher, aparentando 70 anos parou para cumprimentar a brasileira por estar ajudando alguém. Foi neste momento que a quadrilha de golpistas levou a brasileira na conversa do bilhete premiado.
A segunda mulher, ao se aproximar, disse que tinha um bilhete de loteria premiado no valor de $ 2 milhões e pediu ajuda a N.L. para contatar a empresa responsável pelo pagamento do bilhete. A brasileira fez o telefonema, do outro lado da linha um homem , que segundo a polícia deve pertencer a mesma quadrilha, disse que poderia adiantar o dinheiro, mas precisava de uma garantia.

As duas mulheres levaram a brasileira até seu apartamento onde N.L. pegou algumas jóias e depois foram até um banco onde a idosa retirou $12.300 dólares de suas economias. No trajeto para o suposto local da entrega dos $2 milhões do bilhete premiado, as golpistas pararam em uma farmácia porque uma das mulheres estaria com dor de cabeça e pediram para que N.L. fosse comprar o comprimido. A brasileira ainda levou o pacote com o dinheiro que acabara de retirar do banco, mas quando voltou para o carro as golpistas tinham ido embora. Foi quando a brasileira percebeu que o pacote havia sido trocado e dentro havia somente papel picado.

Medo

A família de N.L. não quer que seu nome seja divulgado e temem pela segurança da idosa. “Estamos com medo, esse tipo de gente é perigosa. Aqui não é seguro como se imagina. Eles sabem nosso endereço e tudo sobre a minha mãe. Graças a Deus eles não a mataram.”, disse a filha da brasileira que também não quer seu nome na mídia.

Segundo ela, a família está muito assustada, mas está confiante no trabalho da polícia. N.L., que mora na Flórida há doze anos, ajudou a polícia a fazer o retrato falado da mulher mais jovem que dirigiu o carro, um sedan de quatro portas de cor escura. “Essas coisa levam tempo, mas a polícia está agindo”, garantiu lembrando que o pacote com os pedaços de jornal está em poder dos investigadores para possível coleta de digitais. Ela alertou ainda que o cabelo parecia muito artificial o que pode indicar que era peruca.

N.L., disse que as golpistas aproveitaram que ela estava muito fragilizada emocionalmente e a levaram na conversa. “Fui muito boba em ajudar”, lamentou a idosa.

De acordo com a descrição oferecida por N.L. à polícia, a mulher mais jovem tinha aproximadamente 5’10″ de altura e pesava cerca de 175 lbs. Ela estava bem vestida, dizia trabalhar como corretora de imóveis e falava com sotaque porto riquenho. A segunda mulher, era uma idosa aparentando 70 anos, de 5’5” de altura e 130lbs. Ela era loira e usada um vestido amarelo.

Quem souber de alguma informação sobre as duas suspeitas pode comunicar o Broward Sherrif Office através dos telefones (954) 493-8477/321-4255 ou deixar os dados no formulário do website www.browardcrimestoppers.org. O informante não precisa se identificar.

Outro golpe

A polícia do Condado de Broward também está investigando outra quadrilha. Desta vez é o golpe do sequestro relâmpago. Os sequestradores ligam dizendo que alguém da família estaria em seu poder e pedem para que o resgate seja depositado imediatamente ou o familiar nunca mais seria visto. No entanto o sequestro nunca aconteceu. De acordo com a polícia, para agilizar o pagamento a quantia geralmente não é grande, o último pedido de resgate foi de $1000 (mil dólares). A quadrilha estaria usando prefixos de Porto Rico, 787, 786 e 347 para ligar para as famílias das vítimas. Eles também exigem que o dinheiro seja enviado para o país vizinho. A polícia orienta os residentes para que comuniquem o caso imediatamente às autoridades.