Brasileira indignada com negativa de banco

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Família sentiu-se lesada pelo processo de empréstimo mal conduzido pelo Bank of America

Imagine a situção: você encontra o imóvel que estava procurando a um bom preço, mas necessita de um empréstimo bancário para efetuar a transação. De repente, a família Vieira recebeu um crédito pré-aprovado pelo Bank of America para viabilizar o sonho da casa própria.

Aí, procuraram o agente financeiro para concluir o empréstimo. Durante o preenchimento da papelada, eles notaram que haviam colocado o status dos tomadores de empréstimos como o de cidadãos americanos. “Quando vimos isto, entramos em contato com o lender e avisamos sobre a nossa situacao. Ainda não somos cidadãos, mas estamos numa fase do processo de legalização, aguardando o Green Card”, comentou Denise Vieira.

Para surpresa dela e dos familiares, foram informados diversas vezes de que isto não seria problema para a aprovação. “Durante pelo menos três meses investimos tempo e dinheiro para providenciar toda a documentação que nos foi solicitada. E sempre pediam mais documentos. O lender sempre dizia que era rotina e tudo sairia bem. Quando chegou a data do closing, tivemos que pedir um adiamento porque o Bank of America ainda não havia liberado o empréstimo. Faltando um dia para o vencimento da prorrogação, o banco solicitou mais documentos que comprovassem nosso status imigratório e, ao serem informados de que já tinham toda a documentação que possuíamos desde o início das negociações, eles simplesmente negaram o empréstimo e disseram que nosso status imigratório não permitia ao banco fazer o empréstimo”, contou Denise.

O drama ainda não acabou para família Vieira, porque, depois de todo esse transtorno, eles tiveram de pagar uma taxa de serviço prestado. Diante disto, Denise sente-se lesada pelo banco, em vários sentidos: Sentimo-nos discriminados, mal atendidos e, pior, vítima de uma situação que não foi criada por nós. Afinal, desde o começo informamos qual era nosso status imigratório. Além de tudo, perdemos o sinal que foi dado e o banco ainda cobrou uma taxa absurda pelo serviço que ‘nos foi prestado’. Ou seja, paguei para ser vítima da má organização desta entidade? Ou, ainda, para me sentir lesada e feita de palhaça? Há alguma coisa a ser feita para recuperar o dinheiro que o banco me cobrou injustamente?

Denise sentiu-se discriminada pelo fato de ser imigrante e não gostaria de ver outros brasileiros em situação semelhante passarem por uma humilhação desta. Ela gostaria de saber se seria possível processar o lender ou o banco por este dissabor.

A fim de ajudá-la, o AcheiUSA conversou com Genilde Guerra, advogada especializada em direito imobiliário do escritório de advocacia Kravitz & Guerra, P.A., em Miami. Apesar de entender a situação e o desespero de Denise Vieira, ela alerta que dificilmente o banco poderá ser condenado neste caso.

Opinião legal

Segundo Genilde, a compradora não terá recurso legal contra o Bank of America. Se a falsidade de informação não foi culpa dela e foi encorajada ou induzida a mentir pelo agente financeiro (mortgage broker), ela poderá processá-lo pela perda sofrida.

Por outro lado, se ela conspirou com o agente financeiro ou propositalmente forneceu informações falsas, não há recursos para que ela abra um processo, explicou a advogada.

É necessário avaliar se contrato de compra e venda da propriedade tem a provisão de estar sujeito a financiamento ou não. Mesmo que o contrato tenha sido feito de uma forma negativa ou não favorável à compradora, ela terá recursos legal contra o corretor imobiliário. O dever fiduciário do corretor é somente com o vendedor e jamais o comprador. É importante o comprador sempre consultar um advogado sobre seus direitos antes de assinar o contrato uma vez quem nem o corretor nem o mortage broker tem obrigação fiduciária com o comprador’, prossegue.

Casos como esse mostram a importância de sempre consultar um advogado especializado em Real Estate. Utilizar uma companhia de título custa exatamente o mesmo preço e as vezes até mais caro do que contratar um advogado, mas o advogado será a única entidade que protegerá os direitos do comprador, aconselha.

Um profissional com experiência em transações imobiliárias vai garantir a revisão do contrato, avaliar as opções de financiamento e de todos os documentos legais. Infelizmente, a compradora em questão não contava com conselho legal durante a transação e poderá acabar perdendo dinheiro e a oportunidade de finalizar a sua compra, conclui.

Louie animou os brasileiros

Darren e Fabiana Covar organizaram outro encontro entre Louis Granteed e a comunidade brasileira para discutir como ele pode ajudar os imigrantes depois de se eleger Sheriff de Broward. Desta vez, a reunião ocorreu no Restaurante Oba Oba, em Boca Raton, na última terça-feira.

Darren Covar enfatizou que o foco está na comunidade brasileira e naquilo que pode ser feito para ajudar. Ele apresentou dirigentes do Partido Democrata e de grupos que lutam pelos direitos dos imigrantes e encorajou todos a serem voluntários destas organizações mesmo que não possam votar.

O Chief Granteed demonstrou incrível conhecimento dos problemas que afligem a comunidade brasileira e debateu as três principais áreas nas quais ele pode ajudar os brasileiros quando for Sheriff de Broward: violência contra as mulheres, detenção de imigrantes e bom senso na captura de imigrantes.

Ele considera um absurdo que esposas sejam maltratadas pelos cônjuges americanos, apenas pelo fato de serem imigrantes. Sobre as detenções, ele afirmou que a imigração pode deter uma pessoa apenas por 48 horas e, segundo ele, o BSO vem mantendo as pessoas detidas mesmo após terem pago fiança. E reafirmou que, além de errado, isto é fiscalmente irresponsável. “Por que gastar $150 por dia dos contribuintes para reter alguém que estava somente dirigindo com uma carteira de motorista expirada?

Finalmente, ele exaltou a nova diretriz do ICE que determina a prisão de pessoas que de fato tenham cometido crimes e não infrações civis como dirigir sem carteira de motorista válida. O pessoal que lotou o Oba Oba aplaudiu as promessas de Granteed.