Brasileira presa ao tentar entrar ilegalmente nos EUA na mala de um carro

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Daniela Alves, mineira de Framingham, foi ajudada pela canadense Lynne Boutot (foto), que receberia 1.500 dólares pela travessia

Acostumados a capturar indocumentados na fronteira entre os Estados Unidos e o México, as autoridades da polícia de imigração americana prendaram desta vez uma brasileira tentando entrar ilegalmente pela divisa do país com o Canadá. A mineira Daniela Cristine Tonel Alves, de 28 anos, foi encontrada no porta-mala do carro da canadense Lynne Boutot, que também está detida, acusada de tráfico humano.

As prisões aconteceram na cidade de Madawaska, no Estado do Maine, na primeira semana de janeiro de 2011. Segundo detalhes divulgados pelas autoridades judiciais, Daniela nasceu em Ipatinga e veio para a América com os pais quando tinha apenas oito anos de idade. A mineira passou os últimos 20 anos em Framingham (Massachusetts), onde se formou no Ensino Médio (High School) em uma escola pública da região. Lá também conheceu o marido e o casal teve dois filhos hoje com quatro e oito anos de idade.

Daniela teria ido ao Brasil no final do ano passado para rever a avó, no interior de Minas, e por ser indocumentada viu na fronteira com o Canadá a melhor opção para o retorno aos EUA. E ela quase conseguiu: a mineira só foi encontrada numa segunda inspeção do agente da fronteira ao veículo, escondida entre bagagens e lençóis, de acordo com um jornal de Maine.

Mesmo com filhos americanos, Daniela pode ser condenada a seis meses de prisão e deportada em seguida, ficando definitivamente impedida de retornar à América. O julgamento na Corte está marcado para a última semana de janeiro. Cuirosamente, a brasileira já havia solicitado o documento de residência permanentenos EUA e participaria de uma audiência de apelação em março para definir seu caso.

Já Lyanne, que é conhecida do irmão de Daniela, afirmou que receberia 1.500 dólares para facilitar a travessia. Ela pode ser condenada a uma pena de reclusão ainda mais severa de até 10 anos e a uma multa de até 250 mil dólares. A canadense provavelmente também será barrada de entrar nos EUA novamente.