Brasileira recorre a Dilma e a Obama para ser reintegrada à Marinha dos EUA

0
530

Graciela Saraiva foi acusada de consumo de drogas, mas garante que só ingeriu Tylenol

Expulsa da Marinha americana pelo suposto uso de drogas, a brasileira Graciela Falqueto Saraiva, de 20 anos, espera a ajuda da presidenta Dilma Rousseff para esclarecer o mal entendido, limpar seu nome e ser reintegrada à função de auxiliar de enfermagem na ‘US Navy’. “Espero que Dilma se sensibilize com meu caso. Ser mulher na vida militar não é fácil. A gente tem que provar nossa competência todos os dias. Acho que é assim na política também”, desabafou a brasiliense, que está deprimida na casa dos pais, em Washington.

Neta de um veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, Graciela cresceu com o objetivo de integrar as forças armadas e concretizou seu sonho nos Estados Unidos, para onde se mudou ainda criança. A carreira na Marinha americana começou bem e ela integrou o contingente do destróier USS Donald Cook, em missões da Otan contra piratas no Golfo de Aden, no norte da África. Sua participação mereceu elogios dos superiores e a brasileira foi condecorada e indicada para promoção.

No entanto, o sonho começou a ruir em novembro, quando Graciela fez um exame de rotina que detectou a presença de substância proibida em seu organismo ” a codeína, analgésico sintético que copia a morfina. Para piorar, uma falha administrativa impediu que notificação sobre seu caso mão chegou às suas mãos e ela foi expulsa sumariamente. E pior: teve que devolver as oito condecorações que recebeu por mérito, entre elas as medalhas de serviços prestados à Defesa Nacional, à Otan e à guerra contra o terrorismo.

“Foi um grande mal entendido”, garante a jovem, que na semana do exame havia retirado os dois sisos e tomou Tylenol para aliviar a dor. Graciela e a família também enviaram uma carta ao presidente Barack Obama, pedindo que ele interceda junto à Marinha para que o caso seja reaberto. “Só assim a minha filha vai provar sua inocência”, argumentou o jornalista Samuel Saraiva, pai de Graciela, torcendo por uma intervenção dos governos brasileiro e americano em favor da jovem.