Brasileiro acusado de matar família no Japão é procurado pela Interpol

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A polícia de Yaizu (160 quilômetros a oeste de Tóquio) acionou a Interpol para buscar o brasileiro Edilson Donizete Neves, 43, envolvido na morte de três nipo-brasileiros no Japão. A informação é do site Ipcdigital, direcionado à comunidade nipo-brasileira naquele país.

Como a Constituição do Brasil proíbe a extradição de cidadãos brasileiros a outros países, a polícia japonesa, que emitiu ordem de prisão internacional contra Neves, pretende localizar o suspeito por meio de agentes internacionais.

Segundo as investigações, Neves é suspeito de ter assassinado Hiroaki Misaki, 15, em seu próprio apartamento, no dia 18 dezembro. Um dia depois, fugiu do país, pelo aeroporto de Narita, em direção a São Paulo.

O brasileiro é também acusado da morte da mãe de Hiroaki, Sônia Aparecida Ferreira Sampaio Misaki, 41, com quem mantinha um relacionamento, e seu filho mais novo, Hiroyuki, 10, ambos encontrados no dia 22.

De acordo com o site, tanto a corda que estava no pescoço das três vítimas, como a passagem para o Brasil tinham sido comprados com antecedência, motivo pelo qual o caso está sendo investigado como crime premeditado.

A passagem de ida e volta para o Brasil foi reservada entre os dias 14 e 15 de dezembro.

A polícia também revelou que encontrou uma faca, outra possível arma do crime, na pia da cozinha de Sônia, que apresentava cortes no braço direito, possivelmente em uma tentativa de se defender.

Hiroaki, que foi encontrado no apartamento de Neves, também tinha ferimentos com faca na parte esquerda do peito.

Neves havia adquirido a corda usada no crime com uma semana de antecedência, por meio de um conhecido seu, informou o site.

Testemunhas afirmam ter visto Hiroaki perto do apartamento de Neves na manhã do dia 18. Na noite desse dia, por volta das 21h, os vizinhos escutaram um barulho vindo do apartamento de Sônia.

De acordo com esses depoimentos, os investigadores acreditam que Neves tenha matado primeiro o filho mais velho, que era faixa preta em caratê.

A autópsia dos corpos revelou que a causa direta da morte dos três foi asfixia.