Brasileiro jogará na liga profissional de baseball dos EUA

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Depois de passar por ligas menores e jogar no Caribe, brasileiro está no elenco do Kansas City Royals

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Paulo Orlando

Paulo Orlando

DA REDAÇÃO (com G1) – O brasileiro Paulo Orlando, de 29 anos, nascido em São Paulo, está às vésperas de fazer a sua estreia no elenco principal do Kansas City Royals, atual vice-campeão da MLB, a principal liga de baseball nos Estados Unidos e no mundo.

Paulo Orlando segue o caminho já trilhado por Yan Gomes, que joga como recebedor (catcher) no Cleveland Indians, e pelo arremessador Andre Rienzo, contratado do Miami Marlins, mas cedido a um afiliado de liga menor depois de duas temporadas defendendo o Chicago White Sox. Longe da mulher Fabrícia e da filha Maria Eduarda, de cinco anos, que moram em São Paulo, ele quer para chegar ao ponto alto de sua carreira.

“Minha mãe era faxineira de um médico que presidia o Santo Amaro e lá tinha baseball. Ele me chamou e eu fui jogar. Mas depois de um tempo não queria mais. Quando tinha 13 anos, eu sonhava em jogar futebol, mas minha mãe nunca me levou para fazer os testes. “- comentou Paulo Orlando, que joga nas três posições de outfielder e torce pelo Corinthians.

Sem o futebol, ele viu surgir o atletismo em sua vida enquanto jogava beisebol sem compromisso. “Um pouco antes de eu correr, ainda estava jogando beisebol, mas não tinha onde jogar no adulto. Um técnico (Mauro) me deu dinheiro para eu fazer um teste com o Orlando Santana, um cubano que foi técnico da seleção brasileira e ajudava jogadores brasileiros a irem para fora do país. Mas não passei. Ele achou que eu fosse arremessador (pitcher), que é o mais normal para jogar fora. Fui embora triste”, comentou Paulo. Mas Orlando Santana parece ter se arrependido. Ele entrou em contato novamente e informou que um olheiro do Chicago White Sox estaria no Brasil. Paulo Orlando, então, passou a treinar com mais intensidade e sua velocidade acabou ajudando a garantir uma chance no beisebol profissional, dando o primeiro passo para chegar à MLB, com um contrato de quatro anos.

Nos 10 anos em que está fora do Brasil, ele vem lutando contra a saudade da família. Apenas no período que passou na Venezuela conseguiu levar a mulher Fabrícia, que também foi atleta, no salto triplo, e a filha Maria Eduarda para passar algum tempo ao seu lado. Agora, a esperança é de que possa fazer uma boa temporada com o Kansas City Royals para se estabelecer de vez nos Estados Unidos.