Brasileiro maratonista escapa do atentado a bomba em Boston

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Edilberto Trindade participava da Maratona e conta como foi o atentado na chegada da competição

Joselina Reis

“Parecia cena de filme”, conta o brasileiro Edilberto Batista Trindade, que estava a poucos metros da explosão da primeira bomba que atingiu o centro de Boston, hoje à tarde por volta das 2:45pm. O ataque terrorista matou três pessoas (uma delas uma criança de oito anos) e feriu outras 132 (os números sao preliminares).

Edilberto estava a um quarteirão da linha de chegada quando viu e ouviu a primeira explosao. “De repente, as pessoas que estavam quase chegando começaram a voltar e aí foi um caos”, lembra o brasileiro, ainda emocionado.

Assim que a primeira bomba foi ouvida a polícia comecou a fechar a região. Segundo o brasileiro, pelo menos quinze quarteirões foram fechados e ninguém podia sair ou entrar do centro de Boston. Ele e mais um grupo de maratonistas que participavam em nome de um clube de escoteiros ficaram “presos” em um hotel na região até por volta das 8pm. “Eles também cortaram o sinal de celular, só consegui falar com minha esposa horas depois, por mensagem de texto”, disse Edilberto à reportagem do AcheiUSA. O filho de Edilberto de 14 anos também participava da corrida.

O filho de Edilberto e outros escoteiros não estavam junto dele na hora das explosões. Os jovens pararam a maratona na altura da sexta milha. Ao todo, a maratona de Boston tem 26 milhas.

O brasileiro, que tem uma empresa de jardinagem em Boston, contou que as explosões aconteceram nas calçadas, e por isso não acredita que algum atleta tenha sido atingido.

As imagens da tragédia ainda estavam claras horas depois do acontecido. Ele lembra que durante o corre-corre viu muita gente sendo pisoteada e pessoas ensanguentadas. “Ajudei no que pude, vi gente que perdeu a perna, foi horrivel, mas a policia chegou logo e tomou o local”, descreve.

Ele conta ainda que os maratonistas estavam exaustos depois de correr quase 26 milhas e ficaram atordoados com o desespero das pessoas e a invasão da pista.

Edilberto nao sabe quantos brasileiros participavam da maratona e nem se algum deles ficou ferido. Segundo ele, os hospitais onde os feridos estão sendo atendidos ainda não disponibilizaram nenhuma informação e a polícia também prefere o silêncio.

Outro brasileiro de Boston, Ilton LIsboa, da rádio Conexão Brasil, disse que conseguiu contato com a polícia local através da policial americana Patricia Gringas. Ela teria dito que até agora à noite não havia identificado nenhum brasileiro entre os feridos do ataque à cidade.

No final da tarde de hoje as autoridades categorizaram o evento como sendo um ataque terrorista. A informação mais atualizada era de que 132 pessoas teriam ficado feridas e três morreram.

Ao todo, duas bombas explodiram próximas à reta final da tradicional Maratona de Boston.

A polícia ainda não tem informações de quem seria o responsável por colocar as bombas. No fim da tarde uma terceira bomba foi encontrada, mas especialistas estavam tentando desarmar o material.

De acordo com a polícia, não houve nenhuma ameaça de bomba antes do evento, que reuniu 27 mil pessoas. Com a explosão, pessoas foram arremessadas, vitrines explodiram e muita fumaça e fogo transformaram o local em um campo de guerra.

Depois das explosões, a segurança nas cidades de New York e Washington foi reforçada, sendo que a área nas proximidades da Casa Branca foi evacuada. Em Broward, segundo boletim divulgado pelo BSO, a segurança no aeroporto de Fort Lauderdale também foi reforçada.