Brasileiro vive em um armário com sete metros quadrados de área, em Delray Beach

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As tendências da arquitetura moderna apontam na direção do múltiplo uso de um pequeno espaço. O Pernambucano Sergio Santos, arquiteto radicado no sul da Flórida, levou essa máxima ao extremo. Há um ano ele mora num pequeno closet de pouco mais de sete metros quadrados em Delray Beach, com o conforto de uma mini geladeira, micro-ondas, prateleiras, janela e até escritório. E o que é melhor, os custos para a adaptação não passaram de 74 dólares na compra de parafusos e conexões, já que todo o material utilizado foi reciclado, obtido de restos de outras obras.

Os motivos da mudança para o closet, apelidado carinhosamente de “caixa de fósforo”, foi financeiro: depois de perder o emprego numa firma de arquitetura, ele ficou sem condições de arcar com o aluguel de 500 dólares do quarto. “Ofereci 150 dólares ao proprietário para que ele me alugasse o armário, que possui uma porta independente”, conta Sergio, que também já viveu 10 anos na Europa.

Cada milímetro do closet foi planejado para o melhor aproveitamento da área útil e dos equipamentos, eletrodomésticos e eletrônicos. Por conta disso, a escada que é usada à noite como acesso à cama suspensa, se transforma em prateleiras decorativas. O banheiro é compartilhado com os outros inquilinos do loft, mas isso não incomoda ao brasileiro, que viu as consultas ao seu site profissional (www.aerogruta.com/us) se multiplicarem depois que a ideia foi divulgada na mídia.

Mais do que a otimização do espaço, o que mais orgulha o arquiteto nesse projeto foi o reaproveitamento de matéria-prima: “A arquitetura contemporânea utiliza muito o recurso de empregar materiais renováveis e de fácil reutilização. Por isso, a ‘caixa de fósforo’ serve também como um portfolio para mostrar as possibilidades do meu trabalho”, diz Sergio, que trabalha num restaurante à noite para aumentar o orçamento.