Brasileiros pegam dez anos por falsificação em Londres

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Dois brasileiros foram condenados nesta terça-feira a dez anos de prisão pela Justiça britânica pela fabricação de passaportes e documentos falsos em Londres.

Os dois brasileiros – Lucas Fernandez Jesus, de 27 anos, e Werleson Rodrigo Ferreira de Oliveira, de 25, – haviam sido presos em novembro após uma batida em uma pequena “fábrica” no bairro de Stamford Hill, no nordeste da capital britânica.

Segundo a polícia, os dois administravam uma das maiores fábricas de passaportes e documentos falsos já desmanteladas na Grã-Bretanha.

No local foram encontrados scanners, computadores e impressoras, com capacidade para produzir cerca de 12 mil passaportes de países da União Européia e centenas de outros documentos de identidade, como carteiras de motorista e até mesmo certidões de nascimento.

De acordo com um cálculo feito pela imprensa britânica, cada passaporte poderia ser vendido por até mil libras esterlinas (cerca de R$ 3,7 mil), proporcionando um lucro da ordem de 12 milhões de libras.

Altíssima qualidade

Segundo o promotor Simon Wild, os produtos apreendidos eram de altíssima qualidade e poderiam ser usados para viagens internacionais sem despertar suspeitas.

“Todos os materiais eram de alta qualidade e os produtos finais seriam indistinguíveis dos produtos reais, fora a marca d’água no papel que nenhum falsificador do mundo consegue fazer”, disse ele.

Segundo a defesa dos dois, o mercado em potencial para os documentos falsos seriam outros brasileiros que queriam trabalhar nos países da União Européia.

Os dois brasileiros admitiram à Justiça sua culpa em conspirar para produzir documentos falsos entre janeiro e novembro do ano passado.

Não está claro, porém, se a dupla de fato conseguiu vender os passaportes ou quanto eles teriam ganho com isso.