Brasileiros podem se beneficiar ao se assumirem como minoria

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Evento do BACCF ensina empresários da comunidade a fomentar negócios

A paulista Adriana Bylsma, CEO de uma firma de design de interiores, foi a primeira – e ainda a única – brasileira a se beneficiar de uma certificação que abre uma série de oportunidades a empresas dirigidas por minorias étnicas. Como associada à Florida Regional Minority Business Council (FRMBC), a arquiteta abriu o caminho para outros empreendedores da comunidade, uma vez que a organização não aceitava brasileiros neste grupo. “Precisei entrar com um recurso para garantir o meu direito”, enfatiza Adriana, que graças à isso viu o seu business crescer nos últimos dois anos.

Para esclarecer aos empresários sobre esta certificação, a BACCF (Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida) organizou um workshop no Broward Center for the Performing Arts com dois especialistas da FRMBC – Beatrice Louissaint e Wayne Gill – que falaram sobre os requisitos necessários para usufruir dos benefícios de uma empresa de minoria. “As grandes corporações estão buscando, cada vez mais, a diversidade, não apenas na política de contratação, mas também com quem eles fazem business. É bom para a imagem e para estimular o crescimento das comunidades”, explicou Beatrice, ressaltando que estudos indicam que em cerca de 40 anos as minorias (hispânicos, african-americans, asiáticos e indígenas) serão a maioria no país.

Para Wayne, a grande vantagem da certificação é a possibilidade de networking com grandes empresas. “Todas elas são obrigadas a realizar um percentual de seus negócios com pequenas e médias empresas de minorias. Nos empenhamos em construir relações que podem ser benéficas para todas as partes”, afirmou o advogado, ele próprio um exemplo de que a ceritifcação pode impulsionar a carreira.

Assim foi com a brasileira Adriana. Apesar de já ter bons contatos com gigantes como FPL, University of Miami e Office Depot, ela conta que a certificação abriu ainda mais as portas dos clientes. “Eles viram que os negócios com a minha firma poderiam ser incluídos no percentual das minorias e me ofereceram mais trabalho”, explica. Ela não se arrepende do trabalho que teve para questionar, através do recurso, os critérios de certificação, que não incluiam os brasileiros como minorias. “Valeu a pena e acredito que a comunidade deve aproveitar esta oportunidade e se beneficiar da certificação”, aconselha.

Para conhecer um pouco mais sobre esse processo, os interessados devem acessar o site www.frmbc.org. O evento promovido pela BACCF foi coordenado pela consultora Giselle Cheminand.