Brasileiros presos na Espanha

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Grupo vendia documentos falsos de países da comunidade européia

Acabou a farra para um grupo de brasileiros, que há pelo menos dois anos vendia documentos falsos a imigrantes nos países da comunidade européia. A polícia da Espanha deflagrou a ‘Operação Carioca’, que até agora já prendeu 33 brasileiros e fechou cinco laboratórios de fabricação de documentos na capital do país, Madrid, e em outras duas cidades. A quadrilha também é suspeita de fraudes bancária.

Cada documento – carteiras de identidade ou de motorista e contratos de trabalho – era vendido por até três mil euros (cerca de quatro mil dólares) e permitia que imigrantes trabalhassem na União Européia, conseguissem créditos em bancos e financiamento para comprar imóveis. Por ordem judicial, a polícia bloqueou 115 contas correntes em bancos europeus que estavam em nome de cidadãos brasileiros.
A polícia espanhola começou a investigar o caso em 2007, quando descobriu um brasileiro vendendo documentação falsa em La Coruña.
Segundo as autoridades, a quadrilha da qual ele faz parte tem ramificações na Inglaterra e em Portugal e estava sendo procurada por outros países. Em 2008, pelo menos 40 organizações brasileiras foram acusadas do mesmo crime na Espanha e, o que é pior: de acordo com dados do Ministério do Interior, os brasileiros já representam a principal nacionalidade na lista de falsificadores mais procurados pela polícia da Espanha, superando os nigerianos.