Brasileiros têm mais de US$ 100 bi no exterior, diz BC

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Os brasileiros aumentaram o valor investido no exterior em 2005, quando os recursos de pessoas físicas e empresas somaram US$ 111,741 bilhões, um crescimento de 19,8% sobre o ano anterior. Os dados constam do Censo de capitais Brasileiro no Exterior, ano base 2005, divulgado hoje pelo Banco Central.

Também aumentou o numero de brasileiros com recursos aplicados lá fora. No ano passado, 12.366 declarantes tinham US$ 100 mil ou mais investidos no exterior em 31 de dezembro –valor exigido pelo BC para a obrigatoriedade da declaração–, contra 11.245 em 2004.

Os ativos brasileiros no exterior são separados em oito categorias, sendo que as principais são investimento direto brasileiro no exterior, investimento em carteira (portfólio) e depósitos.

O maior aumento ocorreu na categoria depósitos, que passou de US$ 10,418 bilhões para US$ 17,077 bilhões, um aumento de 63,9%. O BC lembrou que movimento contrário ocorreu em 2004, quando foi registrada uma queda de US$ 6 bilhões. De acordo com nota do BC, essas mudanças refletem a antecipação de pagamento de juros e amortizações da dívida externa.

Já o investimento direto brasileiro no exterior somou de US$ 79,259 bilhões, sendo que a maior parte desse montante (US$ 65,418 bilhões) refere-se às participações acima de 10%. O crescimento entre 2004 e 2005 foi de 21,1%. O que sobra são os empréstimos intercompanhias.

De acordo com o BC, o setor terciário é o que mais recebe esses investimentos brasileiro. Os maiores registros ocorreram em serviços prestados (US$ 23,6 bilhões) e intermediação financeira, incluindo seguros e previdência (US$ 17,2 bilhões).

Os investimentos em carteiras totalizaram US$ 9,586 bilhões, contra US$ 8,224 bilhões em 2004, um aumento de 16,56%.

Declarantes

Dos declarantes, o maior aumento ocorreu no número de pessoas físicas, que passou de 11.245 para 12.366. Ao todo, elas tinham no exterior US$ 24,3 bilhões.

Já o número de empresas declarantes caiu de 1.656 para 1.633. Já o valor somou US$ 87,4 bilhões.

Os paraísos fiscais e os EUA predominam como países destino.