Buscas por avião na Malásia continuam

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Voo com 239 pessoas a bordo está desaparecido desde sábado; polícia trabalha com quatro versões para o acidente considerado um dos maiores mistérios da aviação mundia

Teorias sobre o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, um Boeing 777 que levava 239 passageiros e tripulantes de Kuala Lumpur a Pequim, ainda tomam conta do noticiário no mundo. Mas a verdade é que nenhuma autoridade conseguiu explicar até a noite de quinta-feira (12) cinco dias depois do desaparecimento da aeronave, o que aconteceu realmente com os passageiros e tripulantes.

A pressão internacional sobre o incidente, considerado um dos mais intrigantes mistérios da história da aviação mundial, tem abalado a imagem do governo da Malásia, por causa da suposta falta de transparência nas buscas.

As autoridades malaias se defendem dizendo que estão lidando da melhor forma possível com uma crise excepcional e altamente complexa. As famílias acusam o governo de divulgar pistas falsas, imagens montadas e até de informações mentirosas sobre o caso.

Depois da pressão dos familiares, imprensa e autoridades estrangeiras, o governo malaio divulgou a última comunicação registrada do avião quando este sobrevoava a fronteira entre os espaços aéreos malaio e do Vietnã, sobre o Mar do Sul da China. Autoridades dos EUA foram especialmente críticas com o fato de os militares malaios terem levado vários dias até divulgarem dados de seus radares mostrando que o avião pode ter ido na rota errada. O que pode ter permitido a perda definitiva de pistas importantes sobre o paradeiro da aeronave.
No último contato, a torre de controle na Malásia enviou uma mensagem de rádio avisando que estava transferindo o controle à torre de Ho Chi Minh, no Vietnã, e recebeu uma resposta padrão: “Alright, roger that” (no jargão usado pelo controle aéreo, algo como “Tudo bem, entendido”). Minutos depois dessa comunicação, o avião desapareceu dos radares.

Desde que o avião desapareceu a mídia tem mostrado fatos desconsertantes sobre o voo. Desde a história de dois passageiros que embarcaram com passaportes falsos, a de que o piloto teria o péssimo hábito de burlar as leis de segurança aérea, até a de que os celulares das vítimas continuam tocando mesmo sem que ninguem atenda, o que pode ser um indício que os aparelhos continuam em área coberta pelas empresas de telefonia.

Autoridades da Malásia informaram que estão trabalhando com quatro hipóteses para o desaparecimento do Boeing 777: sequestro, sabotagem, problemas psicológicos e problemas pessoais de passageiros ou de membros da tripulação.
Cerca de 40 navios e 34 aeronaves de nove países diferentes estão participando das buscas.